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Precariedade e baixos salários em causa

PCP lança campanha contra o Código do Trabalho

22.08.2008 - 15:11 Por Lusa

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A campanha será lançada na Festa do “Avante!”, entre 5 e 7 de Setembro A campanha será lançada na Festa do “Avante!”, entre 5 e 7 de Setembro (Nuno Ferreira Santos (arquivo))
O PCP vai promover uma campanha nacional contra as alterações ao Código do Trabalho que visa “a denúncia da política de direita do PS” e a mobilização dos trabalhadores contra a precariedade e os baixos salários.

A campanha será lançada na Festa do “Avante!”, entre 5 e 7 de Setembro na Quinta da Atalaia, Seixal, e “implicará milhares de iniciativas” junto das populações visando “o esclarecimento dos trabalhadores” para uma “forte resistência à aplicação do Código do Trabalho”.

“O país não precisa de uma proposta que acrescentará, se for aprovada, mais exploração àquilo que já existe”, afirmou Vasco Cardoso, da comissão política do PCP, em conferência de imprensa.

O dirigente comunista considerou que o primeiro-ministro, José Sócrates, revelou “uma total insensibilidade” ao “atirar foguetes pela redução sazonal” do desemprego. “A propaganda pode ser muita mas não altera a realidade da grave situação do país, do condicionamento do seu desenvolvimento e do agravamento da desigualdade injustiças sociais”, criticou.

Debates, acções de rua e comícios

Até Outubro, o PCP vai realizar debates, contactos com a população, acções de rua e comícios para “fazer uma forte pressão junto do Governo e do capital para uma ruptura” contra as propostas do código laboral, disse Vasco Cardoso.

A proposta do Executivo será debatida e votada no Parlamento no início da próxima sessão legislativa, em Setembro.

Para o PCP, as propostas de alteração reflectem “a política de direita do PS” e visam “facilitar os despedimentos, diminuir as remunerações, aumentar o horário de trabalho, liquidar a contratação colectiva e limitar a liberdade de organização sindical”.

A primeira acção após a Festa do “Avante!”, adiantou Vasco Cardoso, será na baixa de Lisboa no dia 11 de Setembro, com a participação do secretário-geral comunista, Jerónimo de Sousa.

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