O líder do PCP, Jerónimo de Sousa, considerou que a tributação dos bónus dos gestores dos bancos, prevista na proposta do Orçamento do Estado, “é uma falsa medida”.
“Ensina a fugir à tributação”, acusou Jerónimo de Sousa, referindo-se à forma como a aplicação desta taxa está inscrita na proposta de Orçamento do Estado de 2010. Para o líder comunista, está desfeito o anúncio feito pelo primeiro-ministro há dois meses no Parlamento. “A bandeira desfraldada no debate quinzenal foi uma bandeira esfarrapada no dia seguinte pelo secretário de Estado”, disse o líder comunista, durante o debate sobre o Orçamento do Estado, a decorrer no Parlamento.
Em resposta, o primeiro-ministro acusou Jerónimo de Sousa de confundir duas taxas, ambas inscritas no OE: uma taxa de 50 por cento para bónus acima dos 27 500 euros e a taxa efetiva dos bancos, que segundo José Sócrates, também aumentou. Sócrates acusou o PCP de não estar satifeito com nada.
“Já não sei o que hei-de fazer, é impossível agradar ao PCP”, disse o chefe do Executivo.
A deputada do Partido Os Verdes, Heloísa Apolónia, também desafiou Sócrates a tributar as “grandes fortunas” e as “mais valias bolsistas”. “Porque é que não vai buscar receita onde ela existe?”, questionou Heloísa Apolónia.


