O PCP lamentou hoje profundamente a morte do almirante António Rosa Coutinho, considerando que “desaparece uma das figuras mais relevantes” do 25 de Abril e que os portugueses perdem “um aliado e um amigo”.
Em comunicado, o PCP recorda o papel de Rosa Coutinho – também conhecido como o “almirante vermelho” pela sua proximidade ideológica com os comunistas – na Revolução de Abril de 1974.
“Chamado a integrar a Junta de Salvação Nacional logo na noite de 25 para 26 de Abril, [o almirante] desde logo assumiu claramente o seu posicionamento no campo mais progressista e avançado do Movimento das Forças Armadas”, tendo mais tarde, enquanto presidente da Junta Governativa de Angola, desempenhado “um papel fulcral” na descolonização, salienta o PCP.
Os comunistas destacam que Rosa Coutinho sempre “manteve uma postura de total fidelidade aos valores e aos ideais da Revolução de Abril”, demonstrando “uma postura de solidariedade constante com a luta dos trabalhadores portugueses”.
“Luta que ele via assim: ‘Hoje já não há medo da PIDE, da censura, das perseguições políticas (à velha maneira...), mas em contrapartida criaram-se outros medos também inimigos da liberdade: medo do desemprego, medo de não ter condições para uma velhice feliz, medo de não conseguir educar os filhos, medo de não ter acesso à saúde, todos estes medos continuam a existir, e todos eles têm de ser combatidos em nome de uma liberdade que o país conseguiu com o 25 de Abril’”, defendia o almirante, citado pelo PCP.


