Jerónimo não exclui nenhuma “força progressista”

PCP defende “alternativa de esquerda” aparentemente incluindo o Bloco

03.10.2008 - 08:41 Por Lusa

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Jerónimo de Sousa lembrou as acções e manifestações organizadas pelos comunistas Jerónimo de Sousa lembrou as acções e manifestações organizadas pelos comunistas (Miguel Dantas (arquivo))
O secretário-geral do PCP, Jerónimo de Sousa, defendeu ontem “uma alternativa de esquerda”, sem excluir “nenhuma força progressiva de esquerda”, para fazer “uma ruptura” com a política do PS.

A afirmação de Jerónimo de Sousa foi feita num debate sobre o projecto de teses ao XVIII Congresso dos comunistas, em Lisboa, no final do ano, que reuniu algumas dezenas de militantes num hotel da capital.

“Perante a necessidade de uma convergência das forças sociais e políticas, não excluindo nenhuma força progressiva de esquerda, temos a proposta de que sem ruptura com esta política não há arrumação de forças que garanta uma alternativa de esquerda”, disse.

Essa alternativa, que aparentemente não exclui o Bloco de Esquerda, pressupõe “um reforço” do PCP, tanto nas “lutas de massas” como nos “combates eleitorais” em 2009.

Para o congresso de 29 e 30 de Novembro e 1 de Dezembro, no espaço multiusos do Campo Pequeno, Lisboa, “uma questão central” é “o reforço do PCP como partido dos trabalhadores”.

Balanço positivo de quatro anos de liderança

Fazendo um balanço positivo dos quatro anos de direcção à frente do partido, Jerónimo de Sousa lembrou as acções e manifestações organizadas pelos comunistas.

“Não ficámos à espera que o PS e a sua política caiam de maduros”, disse o líder comunista, afirmando a necessidade do “desenvolvimento da luta e do reforço do partido”.

Face ao capitalismo, que “com as suas contradições”, não deu “respostas aos anseios dos trabalhadores”, Jerónimo apresentou o socialismo como alternativa.

Depois da intervenção inicial do secretário-geral, o debate com os militantes foi fechado à comunicação social.

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Que haja quem não goste

Pergunto a algumas pessoas porque é que se bate num morto? Quando do colapso da União Soviética, os ...

Silvio

04.10.2008 20:29

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