O secretário-geral do PCP, Jerónimo de Sousa, defendeu ontem “uma alternativa de esquerda”, sem excluir “nenhuma força progressiva de esquerda”, para fazer “uma ruptura” com a política do PS.
A afirmação de Jerónimo de Sousa foi feita num debate sobre o projecto de teses ao XVIII Congresso dos comunistas, em Lisboa, no final do ano, que reuniu algumas dezenas de militantes num hotel da capital.
“Perante a necessidade de uma convergência das forças sociais e políticas, não excluindo nenhuma força progressiva de esquerda, temos a proposta de que sem ruptura com esta política não há arrumação de forças que garanta uma alternativa de esquerda”, disse.
Essa alternativa, que aparentemente não exclui o Bloco de Esquerda, pressupõe “um reforço” do PCP, tanto nas “lutas de massas” como nos “combates eleitorais” em 2009.
Para o congresso de 29 e 30 de Novembro e 1 de Dezembro, no espaço multiusos do Campo Pequeno, Lisboa, “uma questão central” é “o reforço do PCP como partido dos trabalhadores”.
Balanço positivo de quatro anos de liderança
Fazendo um balanço positivo dos quatro anos de direcção à frente do partido, Jerónimo de Sousa lembrou as acções e manifestações organizadas pelos comunistas.
“Não ficámos à espera que o PS e a sua política caiam de maduros”, disse o líder comunista, afirmando a necessidade do “desenvolvimento da luta e do reforço do partido”.
Face ao capitalismo, que “com as suas contradições”, não deu “respostas aos anseios dos trabalhadores”, Jerónimo apresentou o socialismo como alternativa.
Depois da intervenção inicial do secretário-geral, o debate com os militantes foi fechado à comunicação social.


