Mais do que expressar preocupação com o relatório do PSD sobre as secretas, a bancada do PCP prefere criticar a “completa falência da fiscalização dos serviços de informação e a forma anómala como estão a funcionar em democracia”.
O deputado António Filipe falava aos jornalistas esta manhã no Parlamento a propósito da notícia revelada hoje pelo PÚBLICO de que o PSD apagou de um relatório as referências que indiciavam ligações de titulares de cargos de chefia e de direcção das secretas à Maçonaria.
“Aquilo que nos preocupa é a vulnerabilidade dos serviços de informação”, afirmou António Filipe, desvalorizando a existência de duas versões do relatório do PSD sobre as audições parlamentares em torno do caso da revelação dos registos telefónicos do ex-jornalista do PÚBLICO Nuno Simas. O deputado comunista sublinhou que “o que ficou revelado [nas audições] é a instrumentalização dos serviços de informação”.
Na mesma linha, a deputada do BE Cecília Honório desvaloriza a existência de duas versões do relatório do PSD, dizendo que o documento é "preliminar" e que "ainda será discutido em comissão". A preocupação da bancada do BE é que "não haja possibilidade de branqueamento político de irregularidades detectadas recentemente nos serviços de informação e na sua relação com uma empresa privada".
A deputada bloquista critica a inexistência de sanções disciplinares dentro dos serviços, em resultado do acesso aos registos telefónicos do jornalista. "Essas responsabilidades terão que ser apuradas", afirmou.
Notícia actualizada às 13h00


