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Debate parlamentar

PCP critica duplo cargo de Vieira da Silva no Governo e no PS

26.03.2009 - 19:15 Por Sofia Rodrigues

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O líder da bancada do PCP questionou hoje os socialistas sobre a “incompatibilidade ética” de Vieira da Silva que exerce funções de ministro da Solidariedade e “anda pelo país a entregar cheques e casas” ao mesmo tempo que é o coordenador da campanha do PS. Uma acusação que os socialistas apelidaram de “uma maldade muito grande”. O assunto dos dois cargos exercidos por Vieira da Silva foi trazido por Bernardino Soares durante um debate parlamentar marcado pelo PSD sobre medidas sociais.
O assunto dos dois cargos exercidos pelo actual ministro do Trabalho foi trazido por Bernardino Soares O assunto dos dois cargos exercidos pelo actual ministro do Trabalho foi trazido por Bernardino Soares (Daniel Rocha (arquivo))

As duas propostas de resolução do PSD foram chumbadas pelo PS, naquela que foi a primeira vez que os deputados tentaram utilizar o sistema informático para votar. O sistema falhou, depois de ter levado 20 minutos a verificar o quórum devido à discrepância entre maiúsculas e minúsculas na forma como os serviços e os deputados digitaram os nomes de utilizador, segundo o Presidente do Conselho de Administração da Assembleia da República, José Lello. Foram identificados através dos computadores 190 deputados mas 13 não o conseguiram fazer. Os deputados tiveram que votar de pé, pelo método tradicional,que também será sempre utilizado mesmo quando haja método electrónico, indispensável nos casos em que é necessária maioria qualificada.

Durante o debate, Bernardino Soares perguntou aos socialistas se viam “do ponto de vista ético alguma incompatibilidade” no facto do ministro Vieira da Silva que tem funções de coordenar a campanha do PS ser “a mesma pessoa que anda pelo país a entregar cheques e casas”. “Nós já vimos este filme e não aceitamos o uso do aparelho do Estado para a propaganda socialista e para branquear o PS”, criticou o líder parlamentar do PCP.

“Uma maldade muito grande”

Em resposta, a deputada do PS Isabel Coutinho considerou “lamentáveis” as declarações do dirigente comunista sobre “um grande homem e ministro” do país. “Dizer que ele usou o cargo de ministro, é uma pura mentira, quase me atrevo a dizer que é uma maldade muito grande”, afirmou.

A mesma deputada defendeu a bancada socialista face às críticas e propostas do PSD. Num dos projectos de resolução, os sociais-democratas pediam a imediata renegociação dos acordos com instituições de solidariedade social para ajustar os valores aos custos de funcionamento. No outro projecto, o PSD pretendia criar um fundo de emergência social para instituições que acolhem idosos e crianças e que se encontram em dificuldades financeiras devido ao incumprimento por parte das famílias que a elas recorrem.

Embora reconheça que se desconhece o número de famílias que deixaram de pagar as mensalidades pelo acolhimento dos seus familiares, o deputado do PSD Adão Silva defende que a medida “prevenia um efeito de contágio, travando-se uma situação de descalabro social cujas consequências são imprevisíveis”.

Isabel Coutinho lembrou algumas medidas do Governo como o programa Pares ou a rede de cuidados continuados para dizer que “não há memória de uma aposta tão significativa em medidas de protecção social (…) ao contrário dos Governos de direita que quando assumem a liderança governamental promovem uma paragem e muitas vezes uma regressão do apoio às franjas mais sensíveis da população”.

Tanto o PCP como o Bloco de Esquerda consideraram que as propostas do PSD significam uma maior desresponsabilização do Estado e que este deveria ter uma “mão mais visível” nos apoios sociais.

Notícia actualizada às 20h30

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Comentário + votado

O O

"Pobre pedro pais,que ainda se lembra dos slogans dos seus tempos de pseudo-revolucionário. Onde ...

Luis

27.03.2009 08:57

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