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Cabeça de lista do PSD às eleições europeias

Paulo Rangel promete “ruptura” e critica “mordaça” de Vital Moreira

14.04.2009 - 21:18 Por Romana Borja-Santos

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O candidato criticou a falta de consenso entre o adversário do PS e o Governo sobre o nome de Durão Barroso O candidato criticou a falta de consenso entre o adversário do PS e o Governo sobre o nome de Durão Barroso (Nuno Ferreira Santos (arquivo))
Paulo Rangel, confirmado hoje como cabeça de lista do PSD às eleições europeias, prometeu, na sua primeira intervenção, ser o rosto da ruptura com a actual política socialista que diz ter deixado o país num “autêntico buraco negro” e ultrapassar a “mordaça” do adversário do PS Vital Moreira, acusando-o de evitar falar dos problemas nacionais. O social-democrata apontou ainda o dedo ao Governo pela divergência entre o partido e o seu candidato, no que diz respeito ao apoio a Durão Barroso para a presidência da Comissão Europeia.

As críticas foram um ponto forte do discurso de estreia do social-democrata que fez questão de se distinguir, desde já, de todos os outros partidos com assento parlamentar: do PS, “que dá primazia à Europa sobre Portugal”, do CDS-PP “que parece dar prevalência exclusiva aos interesses nacionais”, do PCP e do BE, “cuja visão arcaica e antieuropeísta é de todos conhecida”.

Paulo Rangel dirigiu ainda palavras duras ao adversário socialista, dizendo que não vai aceitar “a mordaça que Vital Moreira pretende por aos problemas nacionais na campanha”, pelo que dará primazia à agricultura, fundos comunitários, investimentos públicos e combate à crise. “A oportunidade na crise é a de construir uma nova Europa. A hora é a de Portugal. A hora será, tenho a certeza, do PSD”, sublinhou.

Sobre as diferentes posições entre Vital Moreira e o PS sobre a recondução de Durão Barroso na presidência da Comissão Europeia, o candidato sintetizou dizendo que “não há truques nem passos de mágica que expliquem esta divisão entre o Governo e o PS, por um lado, e os seus candidatos, por outro”. E reiterou: “É um contra-senso, não faz sentido nenhum e representa uma política não de convicção mas de conveniência”.

Antes de Paulo Rangel falou a líder do partido, Manuela Ferreira Leite, que considerou as eleições para o Parlamento Europeu decisivas para o “Portugal de Verdade” que o PSD quer construir. A presidente social-democrata admitiu, ainda, que ponderou várias soluções – “todas elas boas” – mas que a decisão tomada, aceite por consenso na comissão política, deverá “mobilizar uma nova geração de político” e trazer “novas ideias e novas energias”.

Restantes nomes divulgados na próxima terça-feira

Por outro lado, Ferreira Leite frisou, na sede do partido, que o objectivo não é desviar o país dos seus problemas mas sim “apontar caminhos” e “inaugurar um novo ciclo de esperança para os portugueses”, já que Paulo Rangel deverá “protagonizar a proposta de verdade e de esperança que os portugueses anseiam”. Quanto ao resto da lista do PSD, informou que os nomes serão divulgados no conselho nacional da próxima semana.

Na sua estreia, o actual líder parlamentar do PSD – que se manterá no cargo até à posse como eurodeputado – descreveu-se ainda como “um europeísta de sempre” e prometeu ser uma “força política de ruptura capaz de inaugurar um tempo novo para os portugueses”. E acrescentou: “Faremos política olhos nos olhos, porta a porta, rua a rua. Chegaremos a todos os recantos”. Por isso, Rangel prometeu apostar nas novas tecnologias e nas redes sociais para divulgar as suas ideias, mas sem esquecer “o mais tradicional dos panfletos”.

Paulo Rangel tem 41 anos e é deputado pela primeira vez na actual legislatura, tendo sido eleito líder parlamentar do PSD em Junho de 2008. Licenciado em direito e docente universitário, estreou-se na política em 2001, altura em que redigiu o programa de candidatura de Rui Rio nas autárquicas desse ano. Três anos depois, entre 2004 e 2005, foi secretário de Estado adjunto do ministro da Justiçam no Governo de Pedro Santana Lopes.

Os partidos devem apresentar as suas listas completas para as eleições europeias de 7 de Junho até dia 27 de Abril. O PSD era o único partido com assento parlamentar que ainda não tinha anunciado o seu cabeça de lista.

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