Paulo Rangel encara agricultura como “prioridade estratégica e de defesa nacional”

21.02.2010 - 17:16 Por Lusa
O candidato à liderança social-democrata Paulo Rangel disse hoje, em Boticas, que com o seu PSD de “ruptura” a agricultura será encarada como uma “prioridade estratégica e de defesa nacional”.
No “mais remoto interior” do país, Rangel quis deixar duas mensagens: a de uma nova visão para a agricultura em Portugal e a equidade e igualdade entre as diferentes regiões do país.
“Com este PSD de ruptura e de transformação, a agricultura será uma prioridade estratégica e de defesa nacional. Não será mais uma actividade económica apenas a somar às restantes, será considerado um sector de reserva estratégica e portanto os agricultores serão verdadeiros soldados”, afirmou o candidato que falava para uma plateia de centenas de militantes e simpatizantes
Paulo Rangel referiu que, até hoje, o partido que se tem “apropriado” das questões rurais é o CDS-PP, no entanto, na sua opinião, “não o tem feito bem” pois tem feito apenas uma “politica de queixume”.
“É sempre um pequeno subsídio ou uma reclamação para aqui ou dali. Muitas vezes são reclamações justas, mas essa não é politica agrícola é politica do queixume”, sustentou.
O candidato à liderança do PSD e ao cargo de primeiro-ministro garantiu que, consigo, a “questão agrícola não será mais vista como uma questão económica ou uma simples questão de rentabilidade”, mas sim como “uma questão de defesa nacional e estratégica para o país”.
“Nós temos de produzir mesmo que isso seja caro, que não seja tão rentável quanto gostaríamos. Nós temos que manter uma capacidade de produção que garanta a autonomia do país perante os mercados internacionais”, sublinhou.
A segunda mensagem que Rangel quis deixar hoje, em Boticas, diz respeito “à coesão territorial e ao abandono do interior, nomeadamente de Trás-os-Montes e Alto Douro e do corredor que vai da Beira Alta até ao Alto Alentejo.
Rangel insistiu ainda no discurso da ruptura, acusando a governação socialista” de ser a responsável por esta “situação caótica e de emergência em que se encontra o país”.
Para o candidato, o grande “drama” de Portugal está relacionado com a dívida que atinge o Estado, as famílias e os cidadãos que “todas as manhãs se levantam para trabalhar para pagar juros e dívidas”.
“Estamos num país em que ninguém é livre, todos somos escravos e servos da dívida que nos deixaram os socialistas em 15 anos”, frisou.
E por isso lembrou que o lema da sua campanha é precisamente “libertar o futuro”.
Vila Real vai ser um território difícil para a candidatura de Paulo Rangel, já que Pedro Passos Coelho é natural deste distrito e acolhe o apoio da maior parte dos autarcas e concelhias.
Para além do presidente da câmara e concelhia do PSD Boticas, Fernando Campos, marcou presença neste encontro o autarca do Peso da Régua, Nuno Gonçalves, que é também o mandatário distrital da candidatura de Rangel.
“É um desafio difícil de estarem a dar a cara e à frente desta minha candidatura à liderança do PSD e ao cargo de primeiro ministro de Portugal no distrito de Vila Real”, referiu Paulo Rangel.

