Paulo Rangel diz que o Governo está “totalmente desacreditado” em matéria de emprego

02.02.2009 - 12:44 Por Jorge Marmelo
O líder parlamentar do PSD, Paulo Rangel, considerou esta manhã, em Santo Tirso, que o Governo “não está a ter políticas activas” para combater o aumento do desemprego registado nos últimos meses, pelo que está, nesta matéria, “totalmente desacreditado”.
Falando no início de uma jornada dedicada a este tema, Rangel acusou o executivo de José Sócrates de se limitar a fazer anúncios propagandísticos, dando dois exemplos que considerou significativos: o call center da PT anunciado em Agosto, que deverá criar mil e duzentos empregos em Santo Tirso, mas cuja concretização está “totalmente parada”, e a Quimonda, cuja salvação o Governo tinha anunciado há três semanas. “Este é o melhor exemplo do completo fracasso das promessas e das políticas de emprego do Governo”, disse Rangel junto ao terreno onde há-de nascer o call center da PT. “Hoje, porque está cá a comunicação social, há meia-dúzia de funcionários da câmara a tentar limpar o terreno, mas é só uma encenação para dar ideia de que se está a fazer alguma coisa”, comentou o líder parlamentar dos sociais-democratas.
Considerando “trágica” a evolução do desemprego em Portugal, Paulo Rangel considerou “assustadores” os números já conhecidos relativos ao mês de Janeiro e referiu-se aos postos de trabalho que todos os dias se perdem em pequenas e micro-empresas, das quais “ninguém fala” porque não têm a expressão de casos como o da Quimonda. O deputado criticou ainda o Governo por não apresentar nenhuma iniciativa na área da requalificação e da reconversão dos trabalhadores que estão a perder os postos de trabalho, defendendo ainda a redução da taxa social única como forma de aumentar a liquidez das empresas e, consequentemente, de salvar emprego.

