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Na véspera de se estrear no debate sobre o estado da Nação

Paulo Rangel defende que a política “não é entretenimento”

09.07.2008 - 16:06 Por Lusa

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O novo líder parlamentar do PSD não revela como se prepara para os debates O novo líder parlamentar do PSD não revela como se prepara para os debates (Paulo Ricca (arquivo))
O novo líder parlamentar do PSD, Paulo Rangel, considera que os estados de alma, as impressões, as expectativas e as histórias pessoais são "um lado irrelevante" das funções políticas porque a política "não é entretenimento". Na véspera de se estrear no debate sobre o estado da Nação, Paulo Rangel escusou-se por isso a partilhar o que espera e como se prepara para esse momento e para a liderança do grupo parlamentar do PSD.

"São funções institucionais, não são assunto de sentimentos pessoais. Nem têm dramatismo, nem são uma banalidade. São funções institucionais. Não é entretenimento", declarou Paulo Rangel. "Eu entendo assim", acrescentou o novo líder parlamentar do PSD, considerando que tem "uma opinião igual à de tantas pessoas".

Paulo Rangel, 40 anos, professor universitário e jurisconsulto, é deputado pela primeira vez na actual legislatura, pelo círculo eleitoral do Porto. "Fui redactor do programa de candidatura do dr. Rui Rio nas autárquicas de 2001, redigi-o pelo meu punho. Foi aí que eu entrei na política", disse. Entre 2004 e 2005, no executivo PSD/CDS-PP chefiado por Pedro Santana Lopes, foi secretário de Estado Adjunto do ministro da Justiça, José Pedro Aguiar Branco. Enquanto deputado, Paulo Rangel destacou-se com uma intervenção em nome do PSD na sessão solene do 25 de Abril de 2007 em que afirmou que Portugal vivia em "claustrofobia democrática".

Com o apoio da nova presidente do PSD, Manuela Ferreira Leite, candidatou-se a líder parlamentar do PSD no final de Junho e foi eleito com 41 votos a favor, 23 contra, seis votos em branco e dois nulos, numa eleição em que participaram 72 dos 75 deputados do partido.

Na sua primeira declaração política em plenário como líder parlamentar do PSD, na semana passada, Paulo Rangel, criticou a postura do Governo para com a oposição e exigiu respeito, lembrando que o executivo depende do Parlamento segundo a Constituição e não o contrário. "Não aceitaremos, por isso, que o Governo se dirija ao Parlamento como uma espécie de palco ou 'plateau' para fazer oposição à oposição", declarou, recebendo palmas da sua bancada.

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Mário

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