Paulo Rangel, líder parlamentar do PSD e vencedor das eleições europeias, defende a necessidade de renovação no partido e uma eventual coligação com o CDS-PP para as legislativas, disse numa entrevista ao "Diário de Notícias" e TSF.
"Provavelmente haverá circunstâncias em que haverá necessidade de fazer uma renovação", disse Paulo Rangel, acrescentando que os partidos portugueses precisam "que algumas gerações, que estão excluídas, ou que estão à margem, ou que estão muito sub-representadas na vida política tenham expressão".
O PSD deve ter capacidade para "ir buscar pessoas que estão fora da órbita estritamente partidária e trazê-las para aquilo que é a sua força política global, para as suas margens políticas".
Depois de ter vencido as eleições europeias, Rangel está de partida para Bruxelas e Estrasburgo mas garante que não vai abandonar a política interna, dado que vai representar o interesse nacional. "Não me demitirei nunca de uma intervenção política".
Relativamente às eleições legislativas, o social-democrata salienta que o PS precisa de clarificar se avançará, ou não, para uma coligação. "É desde já evidente que a sua obsessão pela maioria absoluta ruiu por completo e não faz sentido nenhum deixar de dizer aos portugueses que está disponível para um governo com o Bloco de Esquerda ou com o PCP".
Quanto ao PSD, o "cenário mais provável" no caso de o partido não ter uma maioria absoluta, é uma coligação com o CDS-PP. Já sobre o bloco central, Paulo Rangel diz ser contra, por princípio. "Acho que é uma má solução (...) a não ser em circunstâncias absolutamente excepcionais".
Rangel considera que as eleições devem ser realizadas em dias diferentes. "A minha ideia é de que as autárquicas deviam ser antes das legislativas". "Julgo que há uma vantagem em arrumar primeiro as questões locais e depois ir à questão nacional".


