O eurodeputado e ex-líder parlamentar social-democrata, Paulo Rangel, classificou hoje a entrevista do primeiro-ministro à RTP como "infantil", devolvendo as acusações de "asfixia democrática".
"Caracterizo a entrevista do primeiro-ministro como uma entrevista infantil e todos os portugueses sabem o que é a asfixia democrática e o que é a claustrofobia a que este Governo submeteu o país. É infantil essa afirmação do engenheiro José Sócrates. Pena que Portugal teve um primeiro-ministro que deu uma entrevista infantil", disse Paulo Rangel à margem da apresentação da candidatura autárquica a Oeiras, encabeçada por Isabel Meirelles.
Na entrevista dada à RTP, terça-feira, Sócrates acusou a líder social-democrata de "confundir o país com o partido", a propósito das críticas que esta lhe fez sobre a asfixia democrática em Portugal.
O secretário-geral do PS exemplificou com o caso de Pedro Passos Coelho que "não está nas listas [do PSD] porque pensa de maneira diferente", o que indicia um afastamento por "delito de opinião".
Passos Coelho foi também hoje criticado por Paulo Rangel, depois de ter afirmado que o PSD deveria pedir, nas próximas eleições legislativas, maioria absoluta.
"Acho que isso não tem sentido nenhum, sinceramente não tem sentido nenhum. Este é um número que se repete. O doutor Pedro Passos Coelho já tinha feito uma coisa do género nas europeias. Penso que não teve grande sucesso e penso que não vai ter agora também com este tipo de afirmações", opinou Paulo Rangel que recusou também a ideia que estas afirmações possam provocar qualquer desestabilização no partido.


