O líder do CDS-PP, Paulo Portas, congratulou-se com a “subida moderada” dos democratas-cristãos nas eleições autárquicas, destacando que pela primeira vez em muitos anos inverteu o ciclo de descida.
“Há muitos anos que, em termos autárquicos, o CDS vinha descendo, descendo, descendo. Retomámos, de forma moderada, uma subida e esse é o princípio de outro crescimento”, afirmou Paulo Portas, numa declaração na sede do CDS-PP, em Lisboa.
O líder dos democratas-cristãos disse que foi atingido o “objectivo principal de aumentar a força autárquica em votos”, avaliando que o CDS-PP cresceu, sozinho e em coligações “seguramente mais de um por cento dos votos”. “Como subimos ficamos contentes porque superámos dificuldades”, disse, registando ainda que “pela primeira vez” o CDS tem vários deputados municipais na “antiga cintura vermelha” de Lisboa, no distrito de Setúbal.
O líder do CDS-PP lamentou a derrota da coligação PSD/CDS-PP/PPM/MPT em Lisboa, manifestando solidariedade para com a candidatura de Pedro Santana Lopes mas recusou fazer “análises políticas” sobre esse resultado.
Por outro lado, destacou a “contribuição do eleitorado do CDS” para os “resultados extraordinários na cidade Porto e em Aveiro, Sintra, Gaia, Coimbra”, onde concorreu em coligação com o PSD.
Paulo Portas considerou que globalmente o resultado do CDS-PP, quer sozinho, quer em coligação, “é positivo” e referiu que existem dificuldades para “vencer o cerco” do caciquismo” em Portugal.
“O poder autárquico em Portugal está concentrado em três partidos, PS, PSD e PCP, que têm grande parte da sua organização à volta destes municípios. É muito difícil romper este cerco”, disse.
Quando estavam apurados 78 por cento dos votos, o CDS-PP, sozinho, contava com 3,59 por cento dos votos, um resultado superior a 2005, em que obteve 3,07 por cento.
O CDS mantém a única presidência de câmara que tinha, Ponte de Lima. O líder democrata-cristão garantiu ainda que cumprirá o seu mandato de deputado municipal no concelho de Arouca, Aveiro.


