O líder do CDS-PP, Paulo Portas, recusou hoje a “tese do Governo” de que a oposição está a criar instabilidade e ingovernabilidade e deu como exemplo o facto de ter viabilizado a segunda alteração orçamental.
“Porventura o Governo gosta de criar uma tese segundo a qual não o querem deixar governar. Como se viu hoje no orçamento rectificativo, (…) obviamente o CDS teve sentido de responsabilidade”, disse Paulo Portas.
Em declarações no Parlamento a seguir à aprovação do adiamento, para Janeiro de 2011, da entrada em vigor do Código Contributivo, Portas reiterou ainda a sua oposição a “pressões ilegítimas” sobre o Presidente da República, afirmando que a sua posição “é meramente preventiva”.
Portas considerou que o CDS “prestou um relevante serviço à economia” ao tomar a iniciativa de adiar a entrada em vigor do Código Contributivo.
“A minha declaração é meramente preventiva. Se agora, o Governou ou o PS quiserem pressionar o Presidente da República, os portugueses devem saber que cinco dos seis parceiros sociais pediram o adiamento”, frisou.
Para Paulo Portas, “o PS quereria colar o Presidente da República a uma posição que não é, de todo em todo, representativa da maioria social”.


