O líder do CDS-PP considerou hoje que se demitiu um primeiro-ministro “que não estava a prestar um bom serviço”, defendendo que a democracia existe para resolver problemas como esse, e avançou com três compromissos para a campanha.
“A democracia existe precisamente para resolver problemas como este. Em toda a Europa, há governos que saem e governos que entram, há responsabilidades que se pedem e benefícios da dúvida que se dão”, afirmou Paulo Portas.
Numa reacção à declaração que o primeiro-ministro fez ao país, Paulo Portas considerou que o mais importante “é o futuro” e não o que José Sócrates “tenha dito hoje à noite”.
Na sua declaração, em que não quis responder a perguntas, Paulo Portas avançou desde já com “três compromissos” sobre a próxima campanha eleitoral.
Em primeiro lugar, disse, o CDS fará uma campanha “pela positiva” sem se envolver em polémicas gratuitas.
Por outro lado, o CDS só fará “compromissos que sejam exequíveis e financiáveis”.
“Não iludiremos ninguém”, afirmou.
Em terceiro lugar, o CDS fará uma campanha “austera”, disse.
“Portugal tem que pagar o que deve, por a economia a funcionar, sanear as finanças públicas, e evitar a exclusão dos mais desfavorecidos. É difícil mas é possível”, defendeu.
Sobre a declaração de Sócrates, Paulo Portas rejeitou que o CDS não tivesse apresentado alternativas às medidas do Governo e responsabilizou o executivo pela possibilidade de Portugal pedir ajuda externa.
O primeiro-ministro, José Sócrates, apresentou hoje a demissão ao Presidente da República por considerar que ficou sem condições para governar, depois de o Parlamento ter aprovado resoluções de rejeição de toda a oposição ao chamado PEC 4 proposto pelo Governo.
O pedido de demissão de José Sócrates foi anunciado pela Presidência da República que, contudo, salienta que o Governo se mantém “na plenitude de funções até à aceitação daquele pedido”. Cavaco Silva irá promover sexta-feira audiências com os partidos com assento parlamentar.


