Reacção à saída mas manutenção no cargo de deputado

Paulo Portas critica "pouco desprendimento" de José Paulo Carvalho

16.12.2008 - 21:06 Por Lusa

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Com 11 deputados, o CDS-PP deverá voltar ao lugar de quarta força política Com 11 deputados, o CDS-PP deverá voltar ao lugar de quarta força política (Pedro Cunha (arquivo))
O líder do CDS-PP, Paulo Portas, criticou hoje o deputado José Paulo Carvalho pelo "pouco desprendimento" ao cargo, afirmando que "o natural" seria que, abandonando o partido, devolvesse o mandato.

"O dr. José Paulo de Carvalho foi eleito pelo partido. Não foi sequer eleito directamente, veio substituir um deputado. Livremente entende sair. O natural seria que devolvesse o mandato à instituição que o elegeu. Afinal, tanta conversa sobre princípios e tão pouco desprendimento aos cargos", afirmou.

O deputado democrata-cristão José Paulo Carvalho anunciou hoje a desfiliação do partido, decidiu cumprir o mandato até ao final da legislatura e disse que já comunicou ao Presidente da Assembleia da República a intenção de se manter no Parlamento como deputado "não inscrito", situação que acontece apenas com a ex-comunista Luísa Mesquita. Além de José Paulo de Carvalho, desfiliaram-se hoje o ex-secretário de Estado Luís Mota Campos, a ex-deputada por Bragança Tábita Mendes e João Anacoreta Correia, entre outros.

Sobre as críticas daquele grupo de militantes à sua estratégia política, o líder do CDS-PP afirmou que não deixará que haja "qualquer distorção" do que refere o seu documento de orientação política. "O CDS não fará coligações com o Partido Socialista de cuja governação está muito longe nem com o PSD cuja orientação ideológica já não se percebe", afirmou Paulo Portas.

José Luís Mota Campos tinha acusado Paulo Portas de promover uma "deriva doutrinária" no partido e de estar disponível para viabilizar soluções governativas com qualquer dos dois maiores partidos. "Eu lembro que o professor Freitas do Amaral, quando defendia a tese da equidistância, dizia que o CDS estava colocado entre o PS e o PSD. Comigo, o CDS está à direita de qualquer um destes partidos", afirmou.

Alianças fora de questão

Paulo Portas disse ainda que a sua estratégia está definida no documento de orientação política com que se apresentou à liderança do partido: "O CDS não tem que fazer alianças com ninguém", frisou, repetindo que o partido irá a votos "com a sua bandeira e com os seus valores". Questionado sobre o significado das desfiliações hoje anunciadas, Paulo Portas frisou que foi eleito [sábado passado] com 95 por cento dos votos e disse que "problemas com militantes sempre vão havendo em todos os partidos".

Portas disse que o Bloco de Esquerda tem o problema com o vereador em Lisboa, que o PSD tem o problema com as faltas de 30 deputados e que o PS tem um problema com o socialista Manuel Alegre, acrescentando que o CDS tem um problema com um deputado que saiu livremente do partido e não devolve o mandato. Quanto ao número de desfiliações, Paulo Portas desvalorizou, frisando que desde que foi eleito (em 2007) entraram para o CDS mais 1745 novos militantes.

O CDS-PP deverá voltar a ser a quarta força política na Assembleia da República, atrás do PCP, após a saída do deputado José Paulo Carvalho do grupo parlamentar democrata-cristão. O deputado que tenciona cumprir o mandato até ao fim da legislatura, como deputado "não inscrito". Assim, o grupo parlamentar do CDS-PP ficará com 11 deputados, os mesmos que actualmente tem o PCP, que passou de terceira para quarta força política em Dezembro de 2007 após a expulsão da deputada Luísa Mesquita.

Nas eleições legislativas de 2005, a Coligação Democrática Unitária elegeu 14 deputados, 12 do PCP e 2 do PEV. A CDU obteve 7,56 por cento da votação e mais cerca de 170 mil votos que os democratas-cristãos (com 7,26 por cento) e o PCP foi considerado a terceira força política na Assembleia das República e para efeitos protocolares. A representatividade dos grupos parlamentares determina, por exemplo, a sua ordem de intervenção nos debates em plenário com o primeiro-ministro e com os ministros.

Protocolo

O ano passado, por proposta do Presidente da Assembleia da República, a conferência de líderes parlamentares decidiu que o PCP, que passou de 12 para 11 deputados, passaria de terceira para quarta força política no Parlamento, mas para efeitos protocolares manteve o estatuto de terceira força.

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liberdade

Nos nao deveremos nos unir a nenhuma forca politica,devemos ir so com nossa bandeira,mas as vezes e ...

Josue

19.12.2008 00:37