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CDS-PP

Paulo Portas critica discurso da esquerda sobre bairro da Bela Vista

12.05.2009 - 14:16 Por Sofia Rodrigues

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Em mais de 50 minutos de discurso, Portas pediu o voto aos portugueses e defendeu que é preciso “censurar quem governou mal” e “premiar” quem fez uma oposição activa Em mais de 50 minutos de discurso, Portas pediu o voto aos portugueses e defendeu que é preciso “censurar quem governou mal” e “premiar” quem fez uma oposição activa (Adriano Miranda/PÚBLICO)
O líder do CDS-PP, Paulo Portas, criticou hoje o discurso "de uma certa esquerda" sobre os acontecimentos dos últimos dias no bairro da Bela Vista, em Setúbal.

“Há uma certa esquerda com a cumplicidade dos que se calam que quando vê um sangue violento, armas ruidosas, em vez de verem um gangue perigoso imediatamente o transformam num conjunto de pessoas vítimas da crise”, disse Paulo Portas, sem nunca concretizar a que forças de esquerda se referia, no discurso de encerramento das jornadas do CDS, em Aveiro.

O líder do Bloco de Esquerda Francisco Louçã disse no domingo que as “vítimas da violência no bairro da Bela Vista são os pobres, desprotegidos que vivem onde não há trabalho nem habitação”.

Num discurso crítico da política de segurança e justiça, Portas prosseguiu na sua leitura sobre a violência no bairro de Setúbal: “Há uma certa esquerda e com a cumplicidade dos que se calam que cada vez que vêem um assalto violento, com sequestro da liberdade de outros, com a arrogância de colocarem um bairro a ferro e fogo, dizem que estes grupos que aterrorizam os bairros são afinal jovens incompreendidos pela sociedade”.

O líder centrista também criticou “a certa esquerda” por considerar os ataques à polícia, cercos à esquadras com disparo de armas “não como uma coisa muito grave”. “Em Portugal só cumprem integralmente a sua pena as vítimas dos crimes que nunca mais recuperam o bem que perderam. Os criminosos e os delinquentes encontram no sistema penal e nos tribunais um auxílio”, afirmou.

Uma das propostas que avançou para melhorar a vida nos bairros sociais problemáticos é a de escolher 100 instituições, tantas quantos os bairros assinalados como difíceis, para trabalharem junto dos jovens e das famílias.

Em mais de 50 minutos de discurso, Portas pediu o voto aos portugueses e defendeu que é preciso “censurar quem governou mal” e “premiar” quem fez uma oposição activa. E deu a contabilidade do número de iniciativas parlamentares apresentadas pelo CDS e pelo PSD, em matérias como apoio às pequenas empresas, segurança, pensões e agricultura. Em todos os assuntos, os centristas contam mais trabalho parlamentar.

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Os politicos deviam conhecer estes bairros

Era de esperar que isto acontecesse. Nestes bairros vivem pessoas desenraizadas que não têm emprego ...

Ana Luisa

13.05.2009 08:26

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