Paulo Portas confronta primeiro-ministro com "terramoto social" do desemprego

04.12.2009 - 12:17 Por Lusa
O líder do CDS-PP, Paulo Portas, confrontou hoje o primeiro-ministro com o aumento do desemprego em Portugal, ironizando que os 10,2 por cento de desempregados configuram um "terramoto social à escala de José Sócrates".
No debate quinzenal com o primeiro-ministro, Paulo Portas acusou José Sócrates de ignorar o desemprego que, de acordo com o Eurostat atingiu os 10,2 por cento, e exigiu medidas de apoio aos casais desempregados e aos mais velhos em risco de ficar sem emprego e sem subsídio.
"Em cada 100 jovens, 20 não encontram emprego. O desemprego em Portugal é um terramoto social de 10,2 à escala de José Sócrates. Como é que é possível ter dito que a sua política estava a funcionar?", questionou.
O primeiro-ministro, José Sócrates, frisou que a subida do desemprego em Portugal é "igual à subida do desemprego em toda a Europa", na sequência de uma "crise séria", e disse que a criação de emprego "é a prioridade das prioridades".
Instado pelo primeiro-ministro, Paulo Portas disse ser favorável ao aumento do salário mínimo nacional para 475 euros hoje anunciado, mas desvalorizou o impacto de uma das medidas destinadas às empresas. "A medida que anunciou sobre a taxa social relativa ao salário mínimo poupa às empresas 4,75 euros por trabalhador. Deve ser assim que o senhor dá a volta à crise", ironizou Paulo Portas.
O líder do CDS-PP considerou que o Governo "só acerta quando rectifica", indicando as medidas que o Governo tomou e que, disse, o CDS já tinha exigido: "O PRODER afinal falhou. PP 1 - Governo 0. A avaliação dos professores afinal deve ter um único relatório e deve ser feita pelo conselho pedagógico. PP 2 - Governo zero", exemplificou, reclamando os méritos para o CDS-PP.
Por responder ficou uma pergunta sobre o BPN.
"A CGD já meteu três mil e quinhentos milhões de euros no BPN e vai meter ainda mais. Mantém a versão que a nacionalização não custou nada ao contribuinte?", questionou. Portas questionou ainda "como é que é possível" que, depois de o Estado ter autorizado o lançamento de papel comercial da SLN vendida nos balcões do BPN, os clientes que aplicaram assim as suas poupanças tenham sido afinal penalizados.

