Após chefiar projecto da UE na Roménia

Paulo Pedroso regressa ao Parlamento no próximo ano

25.10.2006 - 09:22 Por Lusa

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Paulo Pedroso sente-se injustiçado na forma como foi tratado durante o processo Casa Pia Paulo Pedroso sente-se injustiçado na forma como foi tratado durante o processo Casa Pia (Manuel de Almeida/Lusa (arquivo))
O socialista Paulo Pedroso vai regressar a Portugal no próximo ano para reassumir o seu cargo de deputado, ao fim de de um ano a chefiar um projecto da União Europeia na Roménia.

Numa entrevista à agência Lusa a partir de Bucareste, o ex-dirigente socialista elogiou a coragem do primeiro-ministro, José Sócrates, para mexer em assuntos polémicos; falou da necessidade de se apostar na modernização do país num segundo mandato socialista no Governo; recusou-se a fazer uma "profissão de fé" em relação a Ferro Rodrigues; e confessou que se sentiu injustiçado na forma como foi tratado durante o processo Casa Pia.

Depois de ter assumido um compromisso com José Sócrates de que não teria nenhum cargo público até ao trânsito em julgado do processo que lhe dizia respeito, o ex-porta-voz do PS pretende agora voltar à política activa em Portugal.

Garantindo que não tem nenhumas ambições políticas mas causas e ideias pelas quais se bate, Paulo Pedroso identifica-se com a estratégia que o seu partido está a seguir para esta legislatura, embora ressalve que esta não será a estratégia certa para uma segunda legislatura.

"O PS chegou ao poder numa situação de emergência e, portanto, tinha de estar muito concentrado em resolver os problemas imediatos. Mas há uma agenda de modernização do país que é mais vasta e passa por encontrar os factores que nos permitam dar um salto qualitativo de desenvolvimento", frisou.

"Devemos aproveitar os próximos dois anos para lançar um debate nacional, mais estratégico, sobre aquilo que os portugueses querem daqui a 20 anos e como é que se lançam as bases para isso", acrescentou.

"Portugal precisa de uma cultura de modernização e uma das marcas dos socialistas do século XXI, a meu ver, é que são partidos anticonservadores. Temos ainda em Portugal muitas estruturas com forte conservadorismo - da segurança social à educação - e estou convencido que esta é uma das marcas que este Governo vai deixar", sublinhou.

Para isso, Pedroso considera que é preciso mobilizar o partido, "dinamizar a vida própria da associação de cidadãos que o PS é", porque, nesta altura, existe "uma excessiva 'invisibilização' do Partido Socialista", que o transforma "numa espécie de mero bastidor do Governo".

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O Paulo Pedroso não foi "inocentado" por nenhum tr...

O Paulo Pedroso não foi "inocentado" por nenhum tribunal. Simplesmente dois colectivos de juizes ...

Anónimo

26.10.2006 09:59

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