Paulo Casaca garante que Mujahedin do Povo não são grupo terrorista 
20.01.2007 - 20:17 Por Lusa, PUBLICO.PT
O eurodeputado (PS) Paulo Casaca disse à Lusa que o grupo Mujahedin do Povo não é considerado uma organização terrorista, após a divulgação de um vídeo em que é visto a dançar com elementos do grupo, no Iraque.
Sobre o vídeo, que tem o título “Paulo Casaca, Dancing with Terrorists”, o deputado admitiu que se sentiu “incomodado” com a sua divulgação e que já escreveu ao YouTube [sítio na Internet onde são divulgados vídeos], mas reconheceu que “está sujeito à legislação americana”.
Um vídeo colocado no sítio da Internet YouTube, e noticiado pela edição “online” do semanário “Expresso”, mostra o deputado europeu Paulo Casaca a dançar com elementos do grupo Mujahedin do Povo, durante uma visita que efectuou ao Iraque no início deste mês, para lançar a plataforma Irak With a Future.
“Esse grupo é o principal instrumento antiterrorista que existe, actualmente, no Iraque”, adiantou Paulo Casaca à Lusa.
O vídeo terá sido colocado na Internet por uma “organização ligada ao regime iraniano”, afirmou o eurodeputado socialista, ao assegurar que o Tribunal de Justiça da UE, numa decisão de 12 de Dezembro de 2006, foi “taxativo” ao retirar os Mujahedin do Povo (grupo oposicionista iraniano) da lista de “organizações com bens congelados”.
Paulo Casaca explicou que a visita que efectuou recentemente ao Iraque, que incluiu uma passagem por Amã, na Jordânia, destinou-se a lançar uma plataforma designada “Irak With a Future”, alegando que a Europa tem de fazer “alguma coisa” perante a situação que se vive no país.
Risco de vida se regressar ao Iraque
O deputado europeu alemão André Brie, que acompanhou Paulo Casaca na deslocação ao Iraque no início do mês, disse hoje que o eurodeputado Paulo Casaca corre risco de vid, se voltar ao Iraque, depois de divulgado um vídeo na Internet que o mostra dançar com elementos do grupo Mujahedines do Povo.
Apesar de salientar não ter provas, o parlamentar alemão manifestou-se convicto, em declarações à agência Lusa, que a divulgação do vídeo foi uma acção do Irão, que “tem os seus agentes por todo o lado”, no Iraque.
“Se Paulo Casaca lá voltar estará na linha da frente deles”, adiantou, assegurando que uma decisão recente do Tribunal de Justiça da União Europeia “riscou” o grupo Mujahedines do Povo da lista de organizações terroristas.
Na sua decisão, o Tribunal constatou que o grupo foi criado nos anos 60 com o objectivo de democratizar o Iraque, adiantou à Lusa o deputado europeu alemão.
André Brie lembrou que, em 2003, cerca de 4000 pessoas do Campo Asharaf, que visitou este mês com Paulo Casaca, foram interrogadas pelos norte-americanos e que não houve uma “única suspeita de terrorismo ou violação dos Direitos Humanos”.
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