Passos quer tirar todos “esqueletos do armário” das finanças públicas

13.04.2011 - 10:52 Por Nuno Simas
Pedro Passos Coelho e o PSD querem chegar a um acordo com o Governo sobre as medidas de ajuda externa a negociar com o fundo europeu e FMI mas quer, antes de fazer qualquer proposta, saber qual é “a verdadeira situação” das finanças públicas portuguesas.
No final de uma audiência de pouco mais de 30 minutos com o primeiro-ministro, na Residência Oficial de São Bento, no início de uma ronda de audiências com os partidos sobre as negociações sobre a ajuda externa, o líder do PSD usou uma metáfora. Não quer negociações do tipo “gato escondido com rabo”.
“Não precisamos de esqueletos no armário quando sabemos que eles vão ter que sair nos próximos três anos.” Os “esqueletos” são os problemas das finanças públicas – Passos deu o exemplo dos défices das empresas públicas de transportes – e só depois de o Governo fornecer a informação sobre o “ponto de partida”, os sociais-democratas apresentarão as suas propostas.
Propostas balizadas por duas ideias: “salvaguarda os apoios sociais para os mais carenciados” e “garantir um crescimento da economia”.
Eduardo Catroga, ex-ministro das Finanças de Cavaco Silva e principal negociador do PSD no Orçamento do Estado de 2011, acompanhou Passos Coelho nesta audiência, em que, da parte do Governo, estão presentes os ministros das Finanças, Teixeira dos Santos, e da Presidência, Pedro Silva Pereira.

