E ao décimo dia de campanha para as legislativas de domingo, o líder do PSD começou a jogar à defesa. Pedro Passos Coelho defendeu esta terça-feira que o “factor produtividade” tenha, a prazo, maior peso nos aumentos salariais, incluindo na função pública. Mas deixou por explicar como quer fazer uma avaliação de desempenho aos funcionários públicos.
Com o congelamento dos salários decidido por três anos - resultado do resgate financeiro acordado com a troika da União Europeia, FMI e BCE - Passos afirma que “a produtividade deve ser um factor determinante”, a par da inflação, dado que a “degradação do poder de compra não pode deixar de se reflectir nas actualizações salariais”.
Tudo vinha a propósito de um comentário às últimas estatísticas do desemprego que atingiu um novo máximo histórico de 12,6 por cento em Abril, de acordo com o Eurostat.
Depois de uma reunião com os bombeiros, na Figueira da Foz, Passos disse que não se surpreendia com os números. “É preciso inverter esta tendência de criar um verdadeiro exército de desempregados”, disse.
Passado o congelamento, e “para o futuro, não quer dizer que a produtividade seja o único factor, mas deve ser o mais importante”, insistiu
E como fazer essa avaliação de competividade na função pública? Passos Coelho admite que não é fácil. “Não é simples, mas pode ter a certeza que há formas de medir a produtividade da Administração Pública”.
Não há fim da crise por decreto
Da Figueira da Foz, Pedro Passos Coelho rumou a Arganil para um almoço com militantes num pavilhão gimnodesportivo. Aí, o líder do PSD defendeu que “é preciso voltar a investir no Interior do país”, que sofre uma profunda desertificação, e alertou para as dificuldades que o país enfrenta.
“Nós acreditamos nos portugueses, não vai ser fácil chegar onde queremos que é voltar a ter Portugal a crescer”, afirmou Passos, dizendo ser impossível decretar o fim da crise. “Se pudéssemos decretar o fim da crise era a primeira coisa que faria como primeiro-ministro”, declarou.
“Nós não viemos fazer promessas vagas aos portugueses. Viemos dizer aos portugueses o que vamos fazer no Governo e é por isso que os outros falam tanto das nossas ideias e propostas. Nós apresentámos a Portugal um programa de Governo. Estamos preparados para governar”, sublinhou.
Notícia actualizada às 14h12


