Pedro Passos Coelho suavizou esta quinta-feira as condições em que aceita formar Governo. Um dia depois de ter dito que só formará Governo se ganhar as eleições de 5 de Junho, o líder do PSD admitiu hoje que não gostaria de formar Governo se não fosse o mais votado.
“Não gostaria de formar Governo sem que os portugueses digam claramente que me querem para primeiro-ministro”, afirmou Passos no programa Fórum da TSF, perante a hipótese de o PS vencer as eleições por pouco e o PSD e CDS terem maioria absoluta no Parlamento.
Uma posição que representa um recuo relativamente ao que disse na véspera, depois do debate televisivo com Francisco Louçã, na TVI: “Seria muito estranho se um partido ganhasse e não formasse Governo. Eu só formarei Governo se ganhar as eleições. Não vou coligar-me com o partido que nos colocou à beira das eleições.”
Mas esta quinta-feira, na TSF, Passos Coelho afirmou que o cenário de o PS de José Sócrates vencer por pouco – “ao fotofinish” – era “o pior que podia acontecer”, embora essa seja uma possibilidade que “tende para o zero”. E pediu aos eleitores que criem condições para se formar um “Governo forte” com a vitória do PSD.
E tal como aconteceu no debate na TVI com Louçã, Passos Coelho não falou em maioria absoluta e insistiu que não fará Governo com o PS de José Sócrates. “Isso está fora de questão”.
O Presidente da República, acredita o líder social-democrata, “empossará um Governo que tenha maioria” por que “é isso que o país precisa”.


