• Kiev, a porta de entrada da Ucrânia
  • Dead Combo e skates na passerelle
  • Petiscos com frango, das moelas à batata doce

Passos muda discurso do “nem mais tempo, nem mais dinheiro”

19.02.2012 - 19:20 Por Lusa, PÚBLICO

  • Votar 
  •  | 
  •  85 votos 
Passos: “Nós não sabemos se precisaremos disso [algum ajustamento] ou não" Passos: “Nós não sabemos se precisaremos disso [algum ajustamento] ou não" ()
Primeiro-ministro diz não saber se Portugal precisa de ajustamento ao programa de ajuda económica e financeira.

Passos Coelho tem dito e repetido que Portugal “não precisa de mais tempo, nem de mais dinheiro” para cumprir o programa de assistência económica e financeira. Neste domingo, o seu discurso teve uma alteração. “Nós não sabemos se precisaremos disso [algum ajustamento] ou não. Esperemos que não.”

O primeiro-ministro falava na Guarda num encontro com militantes quando lembrou a conversa em Bruxelas entre os ministros das finanças português e alemão.

Disse Passos, citado pela Lusa : “Quando aparecem algumas vozes socialistas preocupadas por o ministro das Finanças da Alemanha ter vindo dizer que, se nós precisássemos depois de algum ajustamento, que a Alemanha lá estará para nos ajudar, esquecem o essencial.”

E logo a seguir acrescentou: “Nós não sabemos se precisaremos disso ou não. Esperemos que não. Esperemos poder pôr as nossas contas em ordem na altura devida, com o apoio que nos deram.”

No encontro com militantes, promovido pela Comissão Política Distrital da Guarda, o presidente do PSD levava, porém, uma mensagem de confiança. “Não tenho uma mensagem mais forte para Portugal hoje, que não seja a de dizer: eu acredito no meu país, eu acredito na Europa.”

Passos Coelho disse ainda ter conhecimento da existência de portugueses “que estão a viver momentos muito difíceis”.

Para ultrapassar a situação defendeu a união e a necessidade de “acreditar muito na capacidade e na iniciativa dos portugueses”.

Defendeu também que, no actual contexto económico, os bancos “precisam cada vez mais de dar menos crédito” para a habitação, para as empresas públicas e para o consumo.

“Precisam de dar mais crédito para a agricultura, para a indústria, para as empresas que têm capacidade exportadora e que, de um modo geral, não conseguem ir buscar mais do que seis por cento do crédito que os bancos conseguem dar”, disse.

Na opinião do líder nacional do PSD, em Portugal é preciso “financiar menos o imobiliário e mais a indústria e a agricultura”.

Estatísticas

  • 17574 leitores
  • 26 comentários

URL desta Notícia

http://publico.pt/1534474

Comentário + votado

A austeridade não é a solução. É o problema.

Preparem-se para mais austeridade. Porque a austeridade só por si apenas conduz a mais austeridade. ...

Vítor Badalinho

19.02.2012 19:56

X

Mais em Política (11 de 11 artigos)

Marcelo diz que a moda do "tiro ao cavaco" é perigosa Marcelo elogia Passos e critica “tiro ao Cavaco” que vem até das "tias de Cascais”