O líder do PSD, Pedro Passos Coelho, garantiu esta segunda-feira à noite que a União Europeia (UE) está à espera de mudança de Governo nas eleições de domingo.
Embora salvaguardando que a UE não pode “ingerir-se na política portuguesa”, “é com isso que eles [europeus] contam”. “Porque se não, não teriam dito que os outros partidos podem ganhar as eleições”, disse Passos Coelho num comício em ambiente de arraial minhoto, nos arredores de Viana do Castelo, última paragem de um dia passado no Alto Minho.
Pedro Passos lembrou que o “Governo assinou um acordo com prazos mais apertados”, que soube-se agora, mas deixou uma promessa: “Quero garantir-vos aqui, e a todos os países europeus e ao FMI, que nós estamos preparados para cumprir o acordo que Portugal assinou.”
“As profundas transformações que precisamos de fazer não serão para o próximo Governo encaixilhar na parede e dizer que fez um grande trabalho. São para criar emprego e para criar mais justiça em Portugal”, garantiu.
Já o independente Carlos Abreu Amorim, que encabeça a lista do PSD de Viana do Castelo, pediu que ninguém fique em casa do domingo. Porque “desta vez o que está em causa não é o jogo da alternância, mas sim a salvação do país”.
Abreu Amorim reconheceu que os portugueses “têm razão para estar descontentes com os políticos que têm governado o país”, mas o combate que o país tem pela frente “merece o esforço de todos”.
“Alguns dos políticos que governaram nas duas últimas décadas, alguns deles nossos companheiros, não tiveram a coragem de fazer as reformas que o país precisava”, afirmou.
Nestas eleições, “nem todas as escolhas são iguais, há um político neste país que não anda como um cachorrinho de Pavlov, que pensa o que diz e que diz o que pensa”.
Por isso, candidato social-democrata apresentou Passos Coelho como alguém que tem uma “lucidez tranquila” contra a “irresponsabilidade desvairada” de José Sócrates.


