O presidente do PSD, Pedro Passos Coelho, escusou-se hoje a comentar a possibilidade de surgir um novo candidato presidencial à direita e rejeitou que o partido esteja a apressar a preparação do seu programa eleitoral.
Questionado sobre a tentativa de lançar uma candidatura à direita, alternativa a Cavaco Silva, Passos Coelho escusou-se a comentar, à entrada de um debate sobre Cultura, promovido pela JSD - Lisboa.
Notícias avançadas hoje dão conta de contactos realizados com Bagão Félix para avaliar a disponibilidade do antigo ministro das Finanças se candidatar à Presidência da República, tendo esta hipótese sido rejeitada pelo próprio.
Estes contactos terão sido realizados, segundo o antigo governante, devido a um “mau estar” e “desconforto” com a decisão de Cavaco Silva promulgar o casamento civil entre pessoas do mesmo sexo.
Instado a comentar uma notícia hoje divulgada pelo semanário “Expresso” de que o PSD está a apressar a preparação do programa eleitoral até ao final deste ano, face à hipótese de eleições antecipadas em 2011, o líder social-democrata negou, afirmando: “não tenho pressa nenhuma”. “Estamos a fazer aquilo que é preciso e aquilo que devemos”, sustentou Passos Coelho.
O encontro sobre Cultura decorre hoje à tarde no cinema São Jorge, junto à Avenida da Liberdade, onde pela mesma hora se iniciava a manifestação convocada pela CGTP, outro assunto que o líder do PSD não quis comentar, remetendo as suas declarações para o debate.
“Bem precisamos neste momento de encontrar estratégias de saída para a crise que apontem para algum crescimento da economia. Espero que estas matérias ligadas às indústrias culturais e criativas possam entrar numa estratégia que promovam o crescimento e o emprego”, referiu.


