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PSD

Passos Coelho quer mudar “lei da rolha” já no congresso de Abril

15.03.2010 - 21:50 Por Nuno Simas

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Passos Coleho pediu a Rui machete para anular a alteração estatutária de Mafra Passos Coleho pediu a Rui machete para anular a alteração estatutária de Mafra (Daniel Rocha)
A candidatura de Pedro Passos Coelho escreveu ao presidente da mesa do congresso para que o congresso de Abril ponha fim às sanções, que podem ir até à expulsão, contra os militantes que critiquem “as directivas” da direcção do partido nos dois meses que antecedem eleições.

Passou despercebida durante semanas, foi aprovada domingo no congresso de Mafra no meio de grande confusão e tornou-se tema forte da campanha interna para as "directas" de 26 de Março. Um dia depois de ser aprovada, os candidatos clarificaram a sua posição: todos prometem acabar com a "lei da rolha" a quem criticar o PSD antes de eleições. Uma polémica que vai chegar ao Parlamento: o PS já anunciou que vai pedir um debate, amanhã, na Assembleia da República sobre uma norma que "fere a democracia".

Ontem, ao fim do dia, Pedro Passos Coelho escreveu ao presidente da mesa do congresso. E propõe a Rui Machete que a norma, proposta por Santana Lopes, seja alterada no congresso de 9 a 11 de Abril que se segue às directas de 26 de Março. "Urge corrigir o equívoco criado", escreve Passos na carta a Machete. O artigo que impõe duras sanções (de dois anos de suspensão à expulsão) aos militantes que, dois meses antes de eleições, critiquem "as directivas" do partido. E, desde ontem, o assunto passou para Nuno Morais Sarmento, presidente do conselho de jurisdição nacional, que vai analisar um pedido de José Pedro Aguiar-Branco.

O candidato à liderança vai "levantar a inconstitucionalidade da medida", por violar os princípios de liberdade individuais. Para já, a questão fica no "tribunal" do partido. Para chegar ao Tribunal Constitucional (TC), teria que haver um requerimento do Ministério Público. É o que diz o número 3 do artigo 16.º da Lei dos Partidos Políticos e o que respondeu ontem o TC ao PÚBLICO.

A título pessoal, Morais Sarmento não vê "razão para tanto barulho" com uma norma estatutária, nem quer "alimentar este carnaval autofágico". Ele não apresentaria nem votaria a proposta, mas acha que esta é "uma opção política e não uma questão jurídico-constitucional". O que se cria é "uma norma preventiva", "um dever de reserva nos 60 dias antes das eleições". "Os militantes não estão preocupados, não percebo por que está o país tão preocupado. Só se for para "tapar" os resultados do congresso", disse.

Ontem a mudança estatutária continuou sob fogo. Paulo Rangel, que no fim do congresso já tinha dito ser contra, prometeu revogar a "lei", se for eleito e lembrou que ele não a votou. Uma indirecta a Passos Coelho que era delegado e se absteve nos estatutos. A candidatura explicou ao PÚBLICO que Passos se absteve em todas as votações estatutárias por discordar do timing E insistiu num congresso para a reforma estatutária.

Seja como for, a polémica ultrapassou a fronteira do PSD. Paulo Portas, presidente do CDS, garante que jamais proporá uma norma dessas. E o líder parlamentar do PS vai propor um debate no Parlamento, amanhã. "Porque esta questão não tem apenas a ver com a vida interna do PSD, mas com o funcionamento em geral da democracia portuguesa", disse Francisco Assis.

Notícia actualizada às 07h44 de 16 de Março

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Lei da Rolha ou as memórias curtas

Primeiro calaram os militantes Eu não me importei, Não sou militante ! E se ganham as ...

chicigrilo

15.03.2010 22:55