Passos Coelho: "Prefiro não ter experiência governativa do que ter a má experiência de Santana"

16.05.2008 - 15:44 Por Lusa
"Prefiro não ter experiência governativa do que ter a má experiência governativa que o dr. Pedro Santana Lopes teve", afirmou Pedro Passos Coelho aos jornalistas, à margem de um almoço com os seus mandatários do distrito de Lisboa.
Pedro Passos Coelho respondia à ideia de que não está preparado para ser presidente do PSD e candidato do partido a primeiro-ministro em 2009 por nunca ter exercido funções de Governo.
Pedro Santana Lopes defendeu quinta-feira à noite, no Porto, que "não é tempo para entregar a governação de Portugal a quem, por força das leis e das condições da vida, não teve ainda tempo para se preparar" e que "já chega de surpresas e de exercícios inesperados de poder".
Embora avaliando negativamente a experiência governativa de Santana Lopes, Passos Coelho ressalvou que o ex-primeiro-ministro "é uma pessoa com prestígio dentro do PSD".
"O dr. Pedro Santana Lopes faz falta ao PSD, apesar de a sua experiência governativa mais recente não ter sido a melhor", acrescentou o ex-presidente da JSD.
"Já várias vezes disse que se ganhar as eleições o partido não passa a ser meu e as pessoas que têm ideias, projectos e que representam alguma coisa de importante dentro do PSD fazem falta", sublinhou.
Fazendo um ponto da situação da sua campanha, Passos Coelho declarou: "Por todo o lado tem aparecido um apoio crescente à minha candidatura e hoje é inequívoco que está ao nosso alcance poder ganhar estas eleições e dar uma lufada de ar fresco ao PSD".
"Nos diversos distritos vou recebendo de uma forma muito espontânea e alargada o apoio de pessoas que estavam há alguns anos afastados da participação mais directa", referiu.
Ainda em resposta a quem o acusa de impreparação, Passos Coelho frisou que se não se sentisse "preparado para presidir ao PSD e para ser primeiro-ministro" não seria candidato às eleições directas de 31 de Maio.
"A minha inexperiência de Governo não será nesta altura um 'handicap', pode ser um aspecto positivo, aliado à minha experiência política grande", alegou, argumentando que isso o dispensará de justificar o passado e obrigará o Governo do PS a explicar os seus resultados.

