Passos Coelho espera que 50 medidas do Governo se convertam em “reforma estrutural”

18.12.2010 - 17:02 Por Lusa
O líder do PSD, Pedro Passos Coelho, afirmou hoje esperar que as 50 medidas anunciadas pelo Governo no Conselho Europeu se convertam “num programa de reforma estrutural” e defendeu para 2011 um plano de intervenção entre Executivo e autarcas para evitar “um desastre social”.
“Espero sinceramente que estas intenções que o Governo apresentou, através das 50 medidas com que se apresentou no Conselho Europeu, venham a converter-se no programa de reforma estrutural do país como o país precisa”, afirmou na abertura da Convenção Autárquica do partido, que decorre num hotel de Lisboa.
O presidente do PSD considerou que a situação do país “tem responsáveis”, que precisam de “olhar para o país com realismo” e “ter o golpe de asa” para prosseguir com as reformas necessárias, considerando que “não é compreensível que o Governo se dissocie de outros órgãos do Estado” como as autarquias.
Perante os autarcas, Passos Coelho apelou para que “dessem o exemplo de grande solidariedade” e procurassem “junto do Governo” e das associações de solidariedade “um plano de intervenção” para evitar que 2011 seja “um ano de desastre social”.
O dirigente social-democrata defendeu que os políticos não devem “varrer para debaixo do tapete” os problemas dos mais desfavorecidos e que devem falar sobre eles para que “não fiquem esquecidos”. “Eu sei que há políticos que não gostam que os outros políticos falem destas matérias. Quando as desgraças acontecem o Governo não tem nada que ver com elas. Quando as coisas boas acontecem, os Governos estão na primeira linha a reclamar a autoria das ações. É uma estranha forma de encarar a realidade”, criticou.
A verdade, considerou, “é que é preciso olhar para estas situações”, não por “aproveitamento político e partidário” mas por que elas não podem permanecer esquecidas”.
Ainda hoje, o secretário-geral do PS e primeiro-ministro, José Sócrates, condenou quem explora “de forma descarada” a questão da pobreza para retirar dividendos políticos, dizendo que os verdadeiros combatentes contra a pobreza são discretos e afastam-se do “exibicionismo”.

