Passos Coelho diz que trabalho do Governo não depende das agências de rating

10.07.2011 - 17:45 Por Lusa
O primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, disse este domingo que “o que este Governo tem para fazer é independente do que as agências de rating vierem a dizer”.
“Por maior que seja o risco envolvente que as agências de rating ponderem, a verdade é que a transformação que o país precisa de fazer para poder diminuir a sua despesa até um ponto em que os portugueses a possam pagar, colocar maior concorrência nas empresas, ter um sistema financeiro mais robusto, que possa fazer chegar o crédito às empresas e às famílias, tudo isso são transformações que nós precisamos de fazer qualquer que seja o ambiente externo”, afirmou Passos Coelho.
O chefe do Governo falava em Tomar, onde participa na tradicional Festa dos Tabuleiros.
Comentando o coro de críticas à agência de notação financeira Moody’s, o chefe do Governo declarou: “O que sabemos é que se o ambiente externo for demasiado arriscado ou negativo esse trabalho é um trabalho mais difícil para nós”.
“Ora, era muito importante que houvesse da parte dos nosso parceiros europeus, do Banco Central Europeu, da própria estrutura do FMI um reconhecimento de que o Governo em Portugal e de que o nosso país estão a fazer aquilo que é preciso”, disse o primeiro-ministro aos jornalistas.
Passos Coelho sublinhou que “esse reconhecimento veio a propósito dessa declaração da agência de rating Moody’s”.
Para o primeiro-ministro, se o Governo não estivesse a fazer o seu trabalho “bem feito”, não teria da parte do presidente do BCE, dos ministros das Finanças de outros países europeus e do próprio FMI a reacção que ocorreu.
À pergunta se o mal já estava feito, pelo facto de a agência Moody’s ter descido a classificação da dívida portuguesa para o nível de lixo, o chefe do Executivo respondeu: “nós temos que andar para a frente, não gosto de ficar a olhar para trás”.
“O que o país tem de fazer é mobilizar-se ainda mais para conseguir mostrar que somos capazes de fazer aquilo que prometemos fazer. Isso é o que é indispensável e é o que os portugueses esperam de nós”, acrescentou.

