Passos Coelho diz que serão necessárias pelo menos duas legislaturas para que o país volte a crescer

28.11.2010 - 18:44 Por Leonete Botelho
Foi uma mensagem mais de austeridade que de optimismo aquela que Pedro Passos Coelho levou ao XXI Congresso da JSD, em Coimbra. “Corrigir os últimos 15 anos de irresponsabilidade vai demorar vários anos de dificuldades e até de penúria - nunca menos de duas legislaturas”, avisou.
No encerramento do conclave, onde Duarte Marques foi eleito esta tarde como novo líder dos ‘jotinhas’, Passos Coelho afirmou que “já não é apenas o futuro que está em causa, é o presente que vai sentir em dificuldades” e que para as atravessar “vai ser necessário um grande esforço de solidariedade”. “É o peso da dívida que cai já hoje em cima de todos que começa a ser pago nos próximos anos e tira à vossa geração liberdade para decidir no futuro”, afirmou.
Sublinhando que a actual geração das jotas “é a mais qualificada de sempre” e a que conta menos com o Estado – “não vive do Estado e sabe que não vai viver, porque não é possível” -, o presidente do PSD afirmou que conta com a JSD para “ajudar a criar a onda de mudança no país que permita dar um horizonte de confiança ao país”.
Pelo meio, deixou dois avisos. Afirmou que “haverá um tempo em que se pedirão responsabilidades a quem nos conduziu a esta situação”, não por desforra, mas porque “apurar os erros é também aprender com eles”. E garantiu que será feita a avaliação de competências de quem exerce cargos públicos. “Estejam descansados, ou preocupem-se: não há postos adquiridos. Quando chegar a mudança, corrigiremos as injustiças do passado, independentemente das convicções partidárias de cada um”.
No final, Passos Coelho afirmou que irá acompanhar a proposta do novo líder da JSD, Duarte Marques, de investir na formação e investigação política. “Os gastos correntes não podem impedir investimentos no futuro”, justificou.

