Depois do caso das “nomeações ocultas”

Passos Coelho denuncia 200 milhões de “défice oculto”

24.05.2011 - 12:02 Por Nuno Simas

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Passos Coelho fala em despesas não contabilizadas com serviços de empresas de limpeza ou segurança informática Passos Coelho fala em despesas não contabilizadas com serviços de empresas de limpeza ou segurança informática (Nelson Garrido)
O líder do PSD, Pedro Passos Coelho, encerrou o caso das “nomeações ocultas” lançado na segunda-feira – “o país percebeu o que se passou” –, mas lançou mais um. E agora é um caso do “défice oculto” que mete milhões . No caso 205,9 milhões de euros de despesas não contabilizadas na execução orçamental dos três primeiros meses do ano.

São despesas, nomeadamente com prestação de serviços de empresas de limpeza ou segurança informática, que “não foram contabilizadas para efeitos do défice”, afirmou Passos aos jornalistas depois de uma reunião com a Associação de Agricultores de Portalegre em mais uma acção de campanha para as legislativas de 5 de Junho.

Os cálculos para este valor foram feitos pela Unidade Técnica de Apoio Orçamental (UTAO), a funcionar junto da Assembleia da República, cujo reforço de meios foi exigido pelo PSD para viabilizar o Orçamento de 2011, e divulgados hoje pelo Diário Económico.

Em defesa da “transparência” das contas, Passos Coelho apelou ao Governo para que esclareça o que está a passar-se e que comece “rapidamente a mostrar o que vale e a pôr tudo em pratos limpos”. “Se não consegue travar [as despesas], peça ajuda”, afirmou. E pediu que o Executivo seja “diligente e transparente sobre a forma como estas despesas estão a ocorrer” e que deixe de “empurrar as despesas com a barriga” .

Por este ritmo, acrescentou, pode acontecer que se chege ao fim do ano “com mais mil milhões de euros” no défice. E, nesse caso, ou “o país precisa de mais dinheiro ou de mais sacrifícios”.

Em Portalegre, a poucos quilómetros com a fronteira de Espanha, Pedro Passos Coelho comentou a crise política espanhola, depois de o PSOE ter perdido as eleições regionais, e disse esperar que o país não precise de pedir o resgate às instituições financeiras internacionais. “Espero sinceramente que consiga sair da crise sem pedir ajuda externa”, afirmou.

Com as sondagens a colocarem o PSD à frente do PS – a da Intercampus para o PÚBLICO e a TVI a darem uma vantagem de 6,4 por cento – o líder social-democrata evitou “triunfalismos” e fez um apelo aos apoiantes para não baixarem os braços. “Ainda faltam duas semanas muito duras de campanha”, disse.

Notícia actualizada às 12h38

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Não haja dúvidas

Não haja dúvidas, tenho acompanhado com atenção o que faz capa no Público online e verifico, sem ...

josemanuellopes

24.05.2011 12:40

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Ana Gomes gostava de campanha com mais "contenção" porque no fim "todos terão de trabalhar juntos"