Pedro Passos Coelho juntou-se hoje, sem aviso, à campanha em Vila Real, onde é presidente da Assembleia Municipal, para dar o seu apoio “ao PSD e à sua presidente” neste “momento difícil”. O ex-candidato à liderança evitou fazer comentários à forma como o partido está a fazer a campanha ou qual a fasquia para as eleições.
“O PSD está mobilizado, tanto quanto me parece, para um bom resultado eleitoral”, minutos antes de entrar na sala onde decorreu a sessão pública em Vila Real. “Espero que o meu partido ganhe as eleições”, disse.
Passos Coelho, afastado das listas a deputados por Vila Real, afirmou acreditar na vitória dos social-democratas. “Estamos em Setembro e aqui no Douro costuma dizer-se que até ao lavar dos cestos é vindima”, disse.
Passos Coelho não quis, ao contrário do que fez nas europeias de Junho, pedir uma maioria absoluta nas eleições e afirmou que “por um voto se ganha e por um voto se perde”. “É a líder do PSD que deve estabelecer essa fasquia”, acrescentou, embora tenha dito que o partido não vai a eleições para sua “satisfação social”, mas que “está a lutar para formar um governo”.
E sobre a questão do afastamento do assessor de Belém Fernando Lima, Passos Coelho classificou-as de “questões laterais à campanha” e aconselhou o partido a concentrar-se na campanha eleitoral.
O ex-líder da JSD foi recebido com gritos de “PSD, PSD” na sala do teatro municipal, ficou na primeira fila da plateia, dois lugares ao lado a presidente do partido.


