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Passos cauteloso com telegramas sobre compra de “brinquedo caros”

26.02.2011 - 14:57 Por Nuno Simas

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Cautelas e mais cautelas. É assim a resposta de Pedro Passos Coelho, líder do maior partido da oposição, às novas revelações da WikiLeaks, feitas este sábado pelo semanário "Expresso", e em que um ex-embaixador descrevia as chefias militares como generais sentados e ironizava com a política de compra “de brinquedos caros” pelo Governo.

A opinião do embaixador Thomas Stephenson sobre as Forças Armadas portuguesas ou o Ministério da Defesa nos seus telegramas para Washington merecem comentário curto a Passos: “é um assunto do próprio Governo americano com o seu próprio Governo, tem pouca adesão com a realidade portuguesa.”

O líder social-democrata considerou hoje que a opinião que um embaixador norte-americano expressou sobre as Forças Armadas ou o Ministério da Defesa é um assunto entre ele e o seu Governo e “tem pouca adesão com a realidade portuguesa”.

"As Forças Armadas portuguesas não só são uma instituição prestigiada, como não devem ser retratadas nesses termos ainda que por intermédio do Ministério da Defesa seja por quem for”, afirmou Passos Coelho, lamentando que tal “tenha sucedido”.

O semanário "Expresso" publica excertos de telegramas enviadas em 2009 pelo então embaixador norte-americano em Lisboa, Thomas Stephenson, nos quais este diz que a política de compras de armamento do Governo português "é guiada pelo desejo de ter brinquedos caros".

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