Os partidos reagiram hoje praticamente a uma só voz às declarações do presidente do Parlamento Europeu, Martin Schulz, criticando a sua posição sobre Portugal.
O PSD, através de António Rodrigues, vice-presidente da bancada, assumiu o seu “desagrado” pelas considerações que classificou como de uma “gravidade extrema e inqualificáveis”: “Significa uma visão muito pequena do país e de um presidente do Parlamento Europeu”, acrescentou Rodrigues.
Da parte do PS, o líder parlamentar Carlos Zorrinho, considerou as declarações “infelizes e desapropriadas”, embora admitindo que a defesa feita por Schulz de uma política internacional europeia mais coesa e participada foi “um alerta importante”.
O CDS criticou igualmente Schulz, tendo Nuno Magalhães frisado que as "relações bilaterais cabem a Portugal". Nuno Magalhães, depois de sublinhar a diferença no tom, reconheceu que preferia que Merkel não se tivesse pronunciado sobre a Madeira. "É evidente que não beneficia e não ajuda a imagem da Madeira", afirmou.
Também o BE, através do deputado João Semedo, contestou Schulz acusando-o de "ingerência na política externa de um Estado soberano".
Carlos Zorrinho foi, no entanto, mais contundente com a chanceler alemã, Angela Merkel, que questionara a aplicação dos fundos estruturais na Madeira por não terem trazido mais competitividade à região autónoma. O socialista afiançou estar-se perante uma “interferência inaceitável”, enquanto que o social-democrata António Rodrigues reconheceu que as palavras da alemã não tinham sido “simpáticas” e violavam o “estatuto de Estado soberano de Portugal”.
Notícia actualizada às 13h40 Acrescenta comentário do CDS
Veja as declarações de Martin Schulz


