• As novas tabelas de retenção de IRS
  • Uma noite no hostel mais limpo do mundo
  • Storytailors estreiam blogue no Life&Style

Partido Socialista considera a proposta de lei do Governo uma “bomba atómica”

Parlamento vai discutir extinção de instituições públicas e privadas esta quinta-feira

28.09.2011 - 22:16 Por Lusa

  • Votar 
  •  | 
  •  0 votos 
PS lembra que Universidade de Aveiro será afectada caso a proposta do Governo seja aprovada PS lembra que Universidade de Aveiro será afectada caso a proposta do Governo seja aprovada (Sérgio Azenha (Arquivo))
O Parlamento discute nesta quinta-feira uma proposta de lei que supõe a extinção de todas as fundações públicas e privadas que recebem dinheiro do Estado e fim do financiamento, o que o PS chama uma “bomba atómica” que afectará desde instituições de solidariedade a universidades.

A proposta de lei, que visa fazer um censo do número de fundações públicas de direito público e privado e de fundações privadas que detêm património ou recebem dinheiro do Estado, cita o programa assinado entre Portugal e a ‘troika’ internacional que defende a “urgência da redução” deste “Estado paralelo”.

Assim, o Governo quer a “extinção de todas as fundações públicas de direito público” e as de direito privado detidas maioritariamente por entidades estatais.

Além disso, deverá acabar “qualquer apoio financeiro” a estas entidades por parte de qualquer organismo do Estado e ser suspenso o seu estatuto de utilidade pública até que se prove que têm sustentabilidade, em cujo caso será revertida a extinção e o fim do financiamento.

A deputada socialista Isabel Santos disse à Agência Lusa que a proposta é uma “bomba atómica” e “um ataque muito sério a organizações de grande relevância na sociedade civil”.

A parlamentar indicou que sob a definição das entidades a extinguir caem “instituições de solidariedade social, as universidades do Porto e de Aveiro, o INATEL ou a Casa de Serralves”.

“As que são instituições privadas de solidariedade social deixarão de receber apoios da Segurança Social. Todas estas entidades, como as universidades do Porto e de Aveiro, entrarão em gestão se a proposta for aprovada como está”, frisou.

Pelo Bloco de Esquerda, o deputado Pedro Soares considerou “estranho que no documento se proponha que todas estas entidades sejam extintas a não ser que se venha a verificar a sua utilidade”.

“O pressuposto parece-nos errado: assume-se a inexplicabilidade [das fundações] e que todas são desnecessárias”, indicou Pedro Soares, referindo que o Bloco espera que a maioria esteja disposta a discutir alterações à proposta no debate na especialidade.

Tanto o PS como o Bloco concordam numa coisa: é preciso um censo do número e da tipologia de todas as fundações existentes.

Fonte da presidência do Conselho de Ministros disse à Agência Lusa que a extinção das fundações é reversível se se vier a verificar a sua sustentabilidade, frisando que o objecto da proposta é “primeiro fazer um diagnóstico” do sector.

Ainda de acordo com o programa do Governo invocado na fundamentação da proposta, depois do levantamento das fundações, “serão definidas as opções de extinção, de reorganização, de privatização ou de reintegração na administração das entidades”.


Estatísticas

  • 887 leitores
  • 1 comentários

URL desta Notícia

http://publico.pt/1514217

Comentário + votado

Tantas fundações para quê.

À Fundações que são uma vergonha, pois vivem à custa do contribuinte pagante! O Governo tem que ...

A.P.

29.09.2011 11:10

X

Mais em Política (30 de 34 artigos)

Comunistas apelam à "indignação" dos portugueses contra "programa de agressão" do governo PCP acusa Cavaco Silva de estar “comprometido com o passado” e apela à “indignação”