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Um mês depois de quatro cães matarem mulher

Parlamento discute hoje agravamento das regras para proprietários de cães perigosos

20.04.2007 - 11:33 Por Lusa

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Actualmente, os donos de animais perigosos têm de ter seguro de responsabilidade civil obrigatório, de valor mínimo de 50 mil euros Actualmente, os donos de animais perigosos têm de ter seguro de responsabilidade civil obrigatório, de valor mínimo de 50 mil euros (Nuno de Jesus/PÚBLICO (arquivo))
O Parlamento discute hoje duas propostas, uma do PS e outra do CDS-PP, que visam apertar as regras para os proprietários de animais potencialmente perigosos, um mês depois da morte de uma mulher que foi atacada por quatro cães.

O CDS-PP, cuja proposta deu entrada na Assembleia da República em Fevereiro, ainda antes da morte da mulher, quer exigir aos proprietários de animais potencialmente perigosos exames de aptidão física e psicológica, bem como um registo criminal limpo de crimes contra a vida e integridade física, contra a liberdade pessoal ou autodeterminação sexual e contra a saúde e a paz públicas.

"Se um animal é potencialmente perigoso e a sua perigosidade depende, muitas vezes, do seu proprietário, temos de aumentar o grau de exigência em relação às pessoas que querem ter estes animais", explicou à Lusa o deputado e líder da distrital de Lisboa do CDS-PP António Carlos Monteiro.

"Por outro lado, aumentamos o número de competências dos funcionários municipais no controlo destes animais", explicou António Carlos Monteiro.

A proposta do PS, que surge na sequência dos "recentes casos mediáticos de ataques de animais", defende a "exigência da imposição de um atestado de capacidade física e psíquica, bem como a proibição da publicidade à comercialização destes animais.

O PS sugere ainda a introdução de normas regulamentadoras da actividade dos criadores, bem como a imposição aos vendedores de animais potencialmente perigosos do cumprimento da obrigação de implantação de cápsulas de identificação electrónica.

Propõe também o agravamento em um terço dos limites mínimos e máximos das coimas aplicáveis, sempre que estejam em causa situações de reincidência.

A 21 de Março, em Sintra, uma mulher morreu vítima do ataque de quatro cães arraçados de Rottweiller.

Segundo a lei actual, os donos de animais perigosos têm de possuir seguro de responsabilidade civil obrigatório, num montante mínimo de 50 mil euros, e uma licença de posse a obter na junta de freguesia, mediante a entrega de registo criminal e um termo de responsabilidade onde será declarado o tipo de condições de alojamento do animal.

A lei prevê que todos os cães que nasçam depois de Julho de 2008 terão de ser identificados electronicamente através do “microchip” introduzido sob a pele.

Quem não identifique os seus animais incorre numa coima que varia entre os 50 e 1850 euros, para pessoas individuais, e até 22 mil euros, caso se trate de pessoas colectivas.

A Direcção-Geral de Veterinária tem registados 4458 cães considerados potencialmente perigosos, ao abrigo da legislação que obriga os proprietários destes animais a fazerem o registo dos animais nas juntas de freguesia.

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Comentário + votado

Passem mas é a fazer a fiscalização da lei existente...

Passem mas é a fazer a fiscalização da lei existente e deixei-se de tretas. Afinal de contas existe ...

Anónimo

20.04.2007 20:12

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