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Comunidades portuguesas

Parlamento aprova sete diplomas da oposição

19.03.2010 - 13:49 Por Lusa

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O Parlamento aprovou hoje sete diplomas da oposição sobre as comunidades portuguesas, entre os quais propostas de apoios ao associativismo, à comunicação social em língua portuguesa e novas formas de acompanhamento dos fluxos migratórios.

Do ‘pacote’ de dez diplomas apresentado pela oposição, foram aprovados sete, com os dois projectos de lei do PSD e do PCP relativos ao associativismo português no estrangeiro a merecerem apenas o ‘chumbo’ da bancada socialista.

O PSD viu ainda aprovado um projecto de lei de apoio à comunicação social e dois projectos de resolução sobre “a problemática da mulher emigrante” e o acompanhamento dos fluxos migratórios portugueses para o estrangeiro.

O CDS-PP viu igualmente aprovado o seu projecto de lei de apoio à comunicação social em língua portuguesa no estrangeiro e uma resolução que recomenda ao Governo a elaboração de um estudo quantitativo e qualificativo da nova diáspora portuguesa no mundo.

O projecto de lei dos sociais-democratas que alterava a lei da nacionalidade, estendendo a nacionalidade portuguesa originária aos netos de portugueses nascidos no estrangeiro foi rejeitado com a abstenção do CDS-PP e o voto contra das restantes bancadas.

Também o projecto do PCP para a criação de um Fundo de Apoio Social aos emigrantes foi chumbado, com os votos contra do PS e do CDS e a abstenção do PSD.

Durante a discussão deste ‘pacote’ de diplomas na quarta-feira, a bancada socialista, que votou contra todos os dez diplomas apresentados pela oposição, já tinha dado a entender o seu sentido de voto, com o deputado Paulo Pisco a argumentar que “há já resposta dada por programas e apoios em todos os domínios apresentados” pela oposição.

Ainda durante a discussão em plenário destes diplomas, o deputado socialista Defensor de Moura tinha também deixado críticas à revisão da lei da nacionalidade, sugerida pelo PSD, considerando “exagerada” a proposta de estender a nacionalidade portuguesa originária aos netos de portugueses nascidos no estrangeiro.

Numa nota divulgada após as votações, o deputado do PSD José Cesário classificou como “grave” o ‘chumbo’ da proposta dos sociais democratas relativa às alterações à Lei da Nacionalidade, lamentando que “uma vez mais” tenha sido recusado fazer “justiça” a “milhares de descendentes de portugueses que legalmente se continuam a ver privados de aceder à nacionalidade dos seus avós”.

“O PSD reafirma que continuará esta justa luta pelo reconhecimento destes direitos, voltando a apresentar esta iniciativa num futuro próximo, na linha do que julgamos ser a mais elementar defesa das nossas comunidades”, acrescenta ainda o deputado social-democrata.

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