“País deve castigar o governo de Jardim e ser solidário com os madeirenses”, diz Zorrinho

22.01.2012 - 16:25 Por Tolentino de Nóbrega
O líder parlamentar do PS, Carlos Zorrinho, criticou neste sábado o secretismo e falta de transparência nas negociações do plano de resgate para a Madeira e defendeu que o País deve ser solidário com os madeirenses e castigar a governação de Alberto João Jardim.
“Quanto mais transparente for a negociação e quanto mais conhecidos forem os factos, melhor será a própria percepção do todo nacional para compreender esta diferença fundamental: a necessidade de sermos solidários com os madeirenses e ao mesmo tempo críticos com quem conduziu a Madeira a esta situação de falência", defendeu o deputado socialista no encerramento das jornadas parlamentares do PS no Funchal.
"O dr. Alberto João Jardim e o dr. Passos Coelho estão unidos, prejudicando, com esta falta de transparência, em última análise o país, a Madeira e os madeirenses. É esta falta de transparência que prejudica o país, não é qualquer chantagem", afirmou Zorrinho.
O líder da bancada socialista disse que a cumplicidade entre os dois governantes do PSD nacional e regional vem das últimas eleições madeirenses, que foram "as menos transparentes da democracia portuguesa, porque os eleitores votaram sem terem tido acesso a informação fundamental" sobre o estado das contas públicas da Região Autónoma
Ao contrário do que, frisou, aconteceu nas legislativas nacionais de Junho, precedidas da assinatura do memorando da troika. O secretismo à volta do plano de resgate “não beneficiou a escolha democrática” nas eleições regionais de Outubro e “não beneficia agora na capacidade de encontrar soluções para resolver os problemas”, concluiu.
Carlos Zorrinho, que apoiou o plano de resgate alternativo apresentado pelo líder parlamentar do PS-Madeira Carlos Pereira, defendeu que a viragem política no arquipélago é “absolutamente prioritária” e que os socialistas devem desempenhar um papel fundamental nessa mudança. ”Chegou o tempo de um novo ciclo para a Madeira”, frisou.
“Desistir é próprio dos fracos e Pedro Passos Coelho e o seu governo têm dado sinais de desistência e de desespero”, disse ainda Zorrinho ao referir-se à conjuntura pública e política “explosiva” que o País vive.
“Há um fortíssimo contraste entre um governo que governa mal e que consegue maus resultados em todos os indicadores” e, ao mesmo tempo um governo que “é muito competente na tomada do poder, no pagamento de favores e nas nomeações e isso é muito mau para a democracia”, concluiu.

