Pacheco Pereira considera “golpe puro” o prazo de Menezes para directas antecipadas

18.04.2008 - 13:12 Por Lusa
O comentador político José Pacheco Pereira considera que o prazo de um mês dado pelo líder do PSD, Luís Filipe Menezes, para a realização de eleições directas antecipadas é “um golpe puro” e impede a discussão dentro do partido.
Pacheco Pereira comentou hoje, no seu blogue Abrupto, a situação actual do PSD e o anúncio da convocação de eleições antecipadas pelo líder do partido, Luís Filipe Menezes, para 24 de Maio.
“O prazo para as directas é um golpe puro, destina-se a que não haja discussão nenhuma, e que não haja possibilidade de organização alternativa capaz”, afirmou o ex-líder Parlamentar do PSD.
José Pacheco Pereira considerou ainda que Luís Filipe Menezes “está a fazer mais uma rábula para regressar com um projecto inquisitorial”, e salientou que “só há duas lógicas de candidatura possíveis” para se oporem a Menezes.
“Uma, de ‘unidade do partido’, uma personalidade que pela sua autoridade nacional, prestígio interno e externo, possa travar o caminho para o espatifar do partido, e ser credível face ao PS; outra, de ruptura, que esteja disposta a correr todos os riscos, inclusive o de perder, para dar uma volta na situação interna do PSD e restituir-lhe o papel reformista que já teve na vida pública portuguesa”.
“A lógica de Menezes é espatifar para ficar agarrado ao caco maior, a que vai chamar PSD”, concluiu Pacheco Pereira.
O presidente do PSD, Luís Filipe Menezes, anunciou ontem que vai solicitar, na próxima semana, ao Conselho Nacional do seu partido a convocação de eleições directas para 24 de Maio, às quais disse que não se vai candidatar.

