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Nas intervenções do debate do programa

Os novos protagonistas do Parlamento

06.11.2009 - 08:18 Por Leonete Botelho, Sofia Rodrigues, Nuno Simas

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Manuela Ferreira Leite

Discreta e irónica

Manuela Ferreira Leite estreou-se em São Bento, na transitória função de presidente do PSD, depois de já ter liderado a bancada em que se sentou, frente a José Sócrates. Fez um discurso discreto, muito centrado nos temas económicos, e com grandes doses de ironia. A bancada aplaudiu-a de pé num dos debates em que a unidade do partido, a par do Orçamento do Estado, justificaram a sua permanência na liderança. Manuela carregou nas tintas, criticou o programa de governo para concluir que "ainda bem" que não ia ser cumprido. Se fosse, era "uma ruína" para o país. São promessas que não acredita que venham a ser cumpridas, como já aconteceu no passado com o anterior executivo, esse de maioria absoluta. E prometeu, em nome de um partido que poderá deixar de liderar dentro de poucos meses, que não quer dar pretextos ou "álibis" ao Governo para se vitimizar. Falou de justiça e da sensação dos cidadãos de que há "teias" de que nunca se saberá a verdade, mas o caso Face Oculta ficou para Pacheco Pereira. N.S.

Francisco Assis

O regresso ao futuro

Diz-se que ninguém regressa ao lugar onde foi feliz, mas esse não parece ser o caso do novo líder parlamentar do PS. Francisco Assis voltou para a Assembleia da República exactamente nos mesmos termos em que dela saiu há quase cinco anos, ou seja, para presidir à bancada de apoio a um governo sem maioria absoluta.

Está, portanto, à vontade para falar de improviso e em alta velocidade sobre essa condição: "Ninguém aqui dispõe de maioria absoluta, porque a soma de minorias contraditórias no Parlamento não representa uma maioria absoluta da oposição." Um passo talvez um pouco arriscado, estando a legislatura a começar a andar.

Eleito há dias com dois terços dos votos da sua bancada, Francisco Assis estreou-se na função com alguma falta de sintonia com o ministro dos Assuntos Parlamentares sobre avaliação de professores. Ontem, frente a Sócrates, prometeu-lhe "um apoio sereno, crítico, exigente, mas sempre disponível para assegurar a governação do país". L.B.

Assunção Cristas

A nova estrela da constelação CDS

É uma das caras novas da bancada revista e aumentada do CDS-PP e uma das grandes apostas de Paulo Portas na sua constelação. Assunção Cristas, uma das quatro mulheres da bancada do partido, estreou-se deixando uma marca clara daquele que será o seu espaço político: a economia com preocupações sociais. Levantou-se para fazer uma pergunta ao ministro das Finanças e acabou por fazer três. Primeiro, quis saber que abertura há do Governo para introduzir um coeficiente familiar por cada filho no IRS. Depois questionou Teixeira dos Santos sobre os custos da nacionalização do BPN. Por fim, perguntou se foi estimado e acautelado o recurso ao crédito das empresas que venham a ser envolvidas aos investimentos públicos. Com uma voz grave e firme, a nova deputada mostrou que sabia do que falava e ao que vinha. A saída de Diogo Feio, anterior líder parlamentar e especialista na área económica, para o Parlamento Europeu não deixará um lugar vazio na primeira fila do CDS-PP. L.B.

José Manuel Pureza

Poucos sound bites

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... ou o texto está incompleto? Será que os Grupos Parlamentares não falaram todos?

Anónimo

06.11.2009 09:53

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