O porta-voz do PS, Vitalino Canas, negou hoje que o partido esteja a ser investigado devido a ligações à chamada "máfia dos bingos" e acusou o PÚBLICO de travar um combate político contra os socialistas.
"O PS não está a ser objecto de investigação por parte de nenhuma polícia relacionada com qualquer ligação a qualquer tipo de máfia em Portugal ou em outro pais", disse hoje aos jornalistas à entrada para o fórum "Novas Fronteiras", a decorrer na Feira Internacional de Lisboa (FIL), no Parque das Nações.
A edição de hoje do PÚBLICO noticia que a Polícia Judiciária "está investigar o presumível envolvimento de elementos do PS com a chamada 'máfia dos Bingos' do Brasil", a pedido da Polícia Federal brasileira.
Vitalino Canas acusou o PÚBLICO de "travar um combate político" contra os socialistas, considerando que a notícia se "insere numa linha editorial hostil que o PÚBLICO tem desenvolvido nos últimos tempos".
"O PÚBLICO está aparentemente a entrar em combate político contra o PS e nós agimos desmentindo sempre que temos que desmentir", sustentou.
O processo em causa - sublinhou - apenas "diz respeito a pessoas individuais". "A justiça tem de averiguar e eventualmente condená-los", acrescentou.
Segundo declarações do coordenador do gabinete de comunicação da Policia Federal (PF) do Brasil, Bruno Santos, foi solicitada "uma cooperação judicial e policial directa a Portugal com vista a averiguar o eventual envolvimento de portugueses e alguns elementos ligados ao Partido Socialista com o caso", sublinha o matutino.
Dos 25 implicados, dois são empresários portugueses, sendo um deles, Licínio Soares Bastos - que chegou a ser nomeado cônsul honorário pelo governo português -, o principal financiador da campanha do PS no Brasil e proprietário da sede do PS no Rio Janeiro, noticiou o jornal.


