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Reacção a Ferreira Leite

“O único medo que sinto é o do regresso ao passado”, diz Sócrates

19.09.2009 - 15:22 Por Margarida Gomes, Leonete Botelho

Subitamente ao fim de uma semana parece ter-se regressado à pré-campanha. Do PSD voltaram as referências à asfixia democrática e do PS veio a resposta sobre o medo do regresso ao passado. E voltaram as críticas pessoais entre os líderes dos dois maiores partidos.
Sócrates em arruada em Santarém, no passado dia 15 Sócrates em arruada em Santarém, no passado dia 15 (Daniel Rocha)

"Manuela Ferreira Leite voltou a referir-se ao medo, mas o único medo que eu sinto nas ruas é o medo de muitos portugueses que isto regresse ao passado”, contra-atacou esta tarde José Sócrates, num almoço muito participado em Buarcos (Figueira da Foz).

Dirigindo-se directamente à lider do PSD como já não fazia há vários dias, o secretário-geral do PS avisou-a do “equívoco” que ela estaria a cometer: “Este é o partido da liberdade. Aqui não e exclui ninguém das listas de deputados. Este é o partido que ajudou a construir a democracia”. E por falar em democracia: “Aqui não temos como ideal de governo o Governo Regional da Madeira”, atirou.

Mas foi mais longe, fazendo uma insinuação sobre as referências de Ferreira Leite aos cabo-verdianos e ucranianos há alguns meses: “Aqui não pomos em causa a dignidade da comunidade imigrante que está no nosso país”, afirmando que estes já tiveram de suportar “a extrema-direita dos países onde viviam”. “Isto ofende a história do nosso país”.

Antes, o ainda secretário de Estado dos Assuntos Fiscais, Paulo Campos, tinha respondido a Paulo Rangel, que de manhã em Coimbra retomara o tema da claustrofobia democrática. “Não aceitamos lições sobre os valores da defesa da liberdade e da democracia” disse. “Esta não pode ser uma campanha de fait divers, de declarações que não valorizam a democracia”, juntou.

Horas antes as duas caravanas tinham percorrido os mesmos caminhos em Coimbra, em arruadas seguidas nas ruas Visconde da Luz e Ferreira Borges. Por várias vezes Sócrates teve de pisar os confetis cor-de-laranja deixados pelos adversários, mas teve direito a uma chuva de pétalas de rosa lançadas de janelas.

Ao lado de António Arnaut, o pai do Serviço Nacional de Saúde, da cabeça de lista Ana Jorge e da candidata a deputada Inês de Medeiros, o líder do PS desdobrou-se em chegar a todos os que o esperavam, muitas vezes contra a vontade dos seus seguranças. Tal como noutras cidades, a JS distribuia rosas à população. Talvez na tentativa de repetir o milagre da Rainha Santa Isabel, mas desta vez para transformar as rosas em votos.

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Comentário + votado

ex ps

Tambem eu. É que só faltam 3 dias e ainda tenho medo que volte tudo ao passado dos últimos 4 anos e ...

ex ps

24.09.2009 20:34

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