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O PÚBLICO errou

O caso das nomeações do Governo: esclarecimento e correcções

17.01.2012 - 10:34 Por Direcção Editorial

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O PÚBLICO destacou ontem, em manchete, um trabalho sobre as nomeações feitas pelos vários governos nos últimos dez anos, no qual se noticiava que o actual Governo fez mais nomeações do que o primeiro executivo de José Sócrates.

O PÚBLICO reconhece, porém, que essa conclusão apresentada numa notícia publicada na segunda-feira se baseou numa comparação que não podia ser feita, uma vez que punha em paralelo períodos de tempo diferentes para cada um dos casos.

Se o período comparado fosse o mesmo, o executivo de Passos Coelho teria um menor número de nomeações. Por essa falha, que suscitou protestos de inúmeros leitores, apresentamos as nossas desculpas.

A ideia subjacente ao trabalho foi dar uma ideia do número das nomeações feitas nos primeiros meses de mandato de cada Governo, período em que é feita a grande maioria das nomeações para os gabinetes ministeriais. Nesse sentido, foi feito um levantamento exaustivo dessas nomeações, que foi comparado aos de anos anteriores. Esses dados permitem ao leitor aferir, quantitativamente, a dimensão das nomeações feitas, mas não podiam ser comparados directamente.

Há ainda dois erros a corrigir nos dados publicados. Ao contrário do que foi publicado na infografia que acompanha o texto principal do destaque com o ranking das nomeações por governante, o secretário de Estado do Orçamento Luís Morais Sarmento não fez 32 nomeações para o seu gabinete, mas apenas 21, o que faz com que não seja o terceiro com mais nomeações mas apenas o 13.º. Apesar de esta parcela estar errada, o número global de nomeações para os gabinetes é o que foi noticiado: 750.

O gráfico com o ranking das nomeações feitas por ministério, e que resulta da soma dos recrutamentos dos ministros e secretários de Estado, também contém duas incorrecções ao nível das parcelas. O Ministério das Finanças não fez 75 mas 83 e o Ministério dos Negócios Estrangeiros não fez 66 mas 69. Apesar destes erros, o ranking dos vários ministérios não sofre alterações.

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