Nuno Miguel Henriques queixa-se de "bloqueios na secretaria" à sua candidatura a líder do PSD

27.01.2012 - 18:23 Por Lusa

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Nuno Miguel Henriques diz que lhe estão a negar o acesso à lista de militantes activos do PSD Nuno Miguel Henriques diz que lhe estão a negar o acesso à lista de militantes activos do PSD (Adriano Miranda)
O social-democrata Nuno Miguel Henriques, que há um mês anunciou a intenção de se candidatar à liderança do PSD, exigiu hoje o adiamento das eleições directas marcadas para 3 de Março, queixando-se de "bloqueios na secretaria".

Nuno Miguel Henriques disse à agência Lusa que estão a tentar "bloquear na secretaria" a sua candidatura, negando-lhe o acesso à lista de militantes activos do PSD, que reclama ser um direito seu. "Todo o processo está inquinado. Exijo que se realize uma nova reunião do Conselho Nacional para que a data das eleições seja adiada. Tem de ser adiada para a democracia funcionar", defendeu.

Contactado pela Lusa, o secretário-geral do PSD, José Matos Rosa, contrapôs que, no seu entender, Nuno Miguel Henriques só tem direito àqueles dados sobre os militantes do partido quando formalizar a sua candidatura, frisando que "ele ainda não é candidato, tem uma intenção de se candidatar". Por outro lado, considerou que está em causa também "uma questão relativa à protecção de dados" dos militantes.

José Matos Rosa adiantou ter comunicado esta sua decisão, pessoalmente e por escrito, a Nuno Miguel Henriques, mas também ao Conselho de Jurisdição Nacional do PSD, pedindo-lhe que se pronunciasse sobre este assunto com urgência.

"Eu farei o que o Conselho de Jurisdição me mandar. Ele até também ficou à espera da resposta do Conselho de Jurisdição. Estranho a sua atitude, porque nós temos tido cordialidade a responder-lhe. É um companheiro nosso, quer apresentar a candidatura, e nós ajudaremos, mas dentro do estabelecido", concluiu.

Quanto à realização de uma nova reunião do Conselho Nacional do PSD, Matos Rosa remeteu para os estatutos do partido, segundo os quais este órgão partidário se reúne extraordinariamente "a requerimento pela Comissão Política Nacional, da direcção do grupo parlamentar ou de um quinto dos seus membros".

Nuno Miguel Henriques, licenciado em ciências sociais, de 38 anos, consultor de imagem e declamador de poesia, anunciou no dia 27 de Dezembro, num hotel de Lisboa, a intenção de disputar a liderança do PSD com Pedro Passos Coelho por entender que este deve deixar esse cargo, dedicando-se exclusivamente ao de primeiro-ministro.

As candidaturas às eleições directas de 3 de Março para a liderança do PSD podem ser apresentadas até ao dia 28 de Fevereiro, mediante a entrega de pelo menos 1500 assinaturas de militantes do partido com quotas em dia. A data limite para o pagamento de quotas para inclusão nos cadernos eleitorais é 22 de Fevereiro.

De acordo com Nuno Miguel Henriques, é um direito seu ter acesso à lista dos militantes do PSD com as quotas em dia, por secção, mesmo antes da formalização da sua candidatura, "como teve o doutor Passos Coelho, a doutora Ferreira Leite, o doutor Santana Lopes" quando se candidataram à liderança do partido.

"Os dados são facultados às candidaturas para que possam fazer os contactos. Se no passado foi assim, faz jurisprudência interna. Não podemos andar feitos tontos no meio da rua a perguntar quem é militante do PSD para assinar. Vamos pôr anúncios nos jornais? Há militantes que pensam que são militantes e afinal já n são. Aconteceu-me esta semana com uma pessoa", argumentou.

"Há meia dúzia de senhores que se acham donos de um partido que é maioritário no país. Somos todos iguais dentro do partido e os militantes têm todos o mesmo valor", acrescentou, sustentando que a sua intenção de se candidatar à liderança do PSD causou "alguma mossa e algum incómodo"..

Nuno Miguel Henriques disse que já reuniu "metade das assinaturas" necessárias, embora sem ter a certeza se estas são de militantes com quotas pagas ou não, por não ter acesso aos referidos dados. Quanto ao parecer do Conselho de Jurisdição Nacional, manifestou-se pouco confiante numa resposta atempada.

"O que ele me disse a mim é que já tinha as assinaturas todas", replicou Matos Rosa. Quanto ao que se passou em eleições directas anteriores, o secretário-geral do PSD não se quis pronunciar, por não ter acompanhado esses processos eleitorais.


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democracia interna dos partidos :):):)

este tipo deve ser doido ... se os partidos fossem democraticos nao tinham estes lideres corruptos ...

Anónimo

27.01.2012 18:56

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