O secretário de Estado da Administração Patrimonial do ministério da Justiça, Fernando Santo, defendeu hoje a necessidade de “optimizar e gerir da melhor forma” o “património enorme” do ministério, mas escusou-se a falar sobre a possibilidade de alienar imóveis.
“O ministério da Justiça tem naturalmente um património enorme que é preciso optimizar e gerir da melhor forma”, afirmou Fernando Santo, em declarações aos jornalistas à saída da cerimónia de tomada de posse dos secretários de Estado do XIX Governo Constitucional, que decorreu no Palácio de Belém.
Sublinhando que primeiro é preciso fazer “uma avaliação do património da Justiça e tentar gerir o melhor possível os recursos do ministério que são muito grandes”, Fernando Santo não quis pronunciar-se sobre a possibilidade de avançar com a alienação de património.
“O objectivo é gerir o melhor possível os recursos que temos que são escassos e no fundo fazer mais com menos dinheiro, para que a Justiça funcione melhor”, sustentou, argumentando que seria “inconsciente” da sua parte comprometer-se com qualquer decisão antes de avaliar os recursos e património existente.
Questionado se quer acabar com o princípio de “pagar rendas”, o secretário de Estado da Administração Patrimonial e Equipamentos do ministério da Justiça insistiu que é preciso “analisar, ver recomendações do Tribunal de Contas, ver tudo aquilo que tem sido o trabalho feito” anteriormente.
“Houve uma fase em que muitos ministérios arrendaram muitos edifícios tendo bens próprios, passaram a pagar rendas quando anteriormente eram proprietários desses mesmos imóveis, tudo isso tem de ser visto. O objectivo é fazer o melhor com o património de todos nós”, acrescentou.
Também à saída da cerimónia de tomada de posse, o novo secretário de Estado do Empreendedorismo, Competitividade e Inovação, Carlos Nuno Oliveira, remeteu para mais tarde uma conversa “com toda a calma” com os jornalistas, defendendo que agora é tempo de se preparar para “os grandes desafios” do país.
“Precisamos de jovens empreendedores a criar o seu próprio emprego em empresas que possam ter sucesso”, sustentou, reconhecendo que o convite para assumir a secretaria de Estado do Empreendedorismo foi “uma honra” e corresponde a uma “oportunidade de poder contribuir numa altura em que o país precisa de contributos”.
O secretário de Estado Adjunto dos Assuntos Parlamentares, Feliciano Barreiras Duarte, foi ainda questionado sobre o ‘episódio’ em torno de Bernardo Bairrão, que foi apontado para secretário de Estado mas não integrou a lista do executivo, mas escusou-se a pronunciar sobre “convites e outro tipo de situações associadas”.
“É uma matéria da reserva absoluta do primeiro-ministro”, argumentou.


