Novo programa do PS aposta em medidas para os que querem ter mais filhos 
03.07.2009 - 19:13 Por Lusa, PÚBLICO
O novo porta-voz do PS, João Tiago Silveira, explicou que o programa eleitoral dos socialistas apostará em medidas de apoio fiscal ou para-fiscal, no âmbito da Segurança Social, para favorecer os casais que querem ter mais filhos.
Entrevistado pelo ex-dirigente socialista Pedro Adão e Silva e por Pedro Marques Lopes, no programa “Politicamente” que passa amanhã às 12h00 no Rádio Clube, o secretário de Estado da Justiça falou sobre algumas medidas sociais que vão fazer parte do novo programa do PS.
O programa do PS "terá medidas de apoio fiscal, ou para-fiscal, no âmbito da Segurança Social ou mesmo no âmbito fiscal, que permitam favorecer famílias que queiram ter mais filhos, que pretendam ter um programa para a vida dos seus filhos, mas que têm dúvidas em consegui-lo por insuficiência dos seus rendimentos".
"Aqui há matéria-prima para podermos trabalhar", disse, numa entrevista em que também defendeu a impossibilidade de se fazerem sempre reformas sem qualquer contestação social. "Há uma pessoa com quem aprendi muito e que me dizia - e diz sempre - que uma medida só é boa se tiver alguém a contestá-la. Estou a referir-me ao ministro da Justiça, Alberto Costa. É uma pessoa com quem aprendi muitas coisas. Isto é verdade, porque não podemos ter a ilusão de que se conseguem fazer reformas difíceis sempre com consenso", sustentou o porta-voz do PS.
João Tiago Silveira disse que os socialistas vão continuar a esforçar-se "por obter os maiores consensos possíveis". "Mas não podemos ter a ilusão que conseguimos sempre esses consensos", defendeu, antes de fazer algumas acusações sobre a alegada indefinição ideológica do PSD.
"O PSD parece que quer sempre ser liberal mas nunca tem coragem. Como isso acontece, o PSD tem gente a defender que a Caixa Geral de Depósitos deve ser privatizada, mas depois ninguém tem coragem de esclarecer se este banco deve ser ou não público", exemplificou.
Ainda de acordo com Tiago Silveira, o PSD "tem gente como a drª Manuela Ferreira Leite que não concorda com o aumento do salário mínimo nacional; tem gente como a drª Manuela Ferreira Leite que diz não concordar com o complemento solidário para idosos e que quer acabar com ele". "O PSD tem ainda gente a defender a privatização da Segurança Social, mas depois, quando chega o momento da verdade, parece que já não se fala disto, ou não se tem coragem de o dizer", advogou.
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