Novo comando de logística do Exército "não tem capacidade" para manter 1400 trabalhadores

18.06.2009 - 13:11 Por Lusa
O Sindicato dos Trabalhadores dos Estabelecimentos Fabris das Forças Armadas afirmou hoje que o comando de logística que vai ser criado para o Exército "não tem capacidade" para manter os 1400 trabalhadores das oficinas de fardamento e Manutenção Militar.
Numa manifestação com cerca de 30 trabalhadores das Oficinas Gerais de Fardamento do Exército (OGFE) em frente à Presidência do Conselho de Ministros (PCM), em Lisboa, a sindicalista Celeste Soeiro disse à Lusa que a indicação dada pela chefias militares "é que nem de longe nem de perto a nova estrutura que vai ser formada tem capacidade para todos os trabalhadores".
Empunhando tarjas e cartazes onde diziam "Não à destruição dos estabelecimentos fabris das Forças Armadas" e manifestando-se contra a "retirada de direitos", as cerca de três dezenas de trabalhadores entregaram na PCM, onde à mesma hora decorria a reunião semanal do Conselho de Ministros, um abaixo-assinado onde garantem que "vão continuar a lutar" contra a fusão das OGFE e da Manutenção Militar num único comando de logística do Exército.
"Nós já estamos habituados às mentiras do Governo mas aquilo que nos é dito por parte das chefias militares é que nem de longe nem de perto a nova estrutura que vai ser agora formada tem capacidade para todos os trabalhadores, aquilo que nos têm dito é que vão ficar com um número muito reduzido de trabalhadores", afirmou Celeste Soeiro, do STEFFAS, acrescentando que a indicação dada pelos ramos é que na OGFE ficará "uma pequena alfaiataria de fardas por medida" e na Manutenção Militar fica apenas "a parte da alimentação".
"O que [as chefias] nos dizem é que com o orçamento que lhes foi dado só é possível ficar com um número muito reduzido de trabalhadores (...) estes dois estabelecimento são importantes para o apoio logístico e industrial às Forças Armadas e também para a independência nacional", advogou a sindicalista.
Celeste Soeiro disse ainda "não compreender" a afirmação do ministro Severiano Teixeira por ter "dito que seriam extintos os postos de trabalho mas seria mantido o vínculo público dos trabalhadores".
"Aquilo que os trabalhadores sempre tiveram foi um vínculo de nomeação definitiva e é esse que reivindicam e querem que seja mantido, porque é esse o direito que têm e esse é o que dá mais garantias", defendeu.

