Uma nova sondagem revela que o PSD está perder terreno para o PS. Numa recolha de opinião da Eurosondagem para o “Expresso”, SIC e Rádio Renascença, o PSD soma agora 36,3%, contra 32,7% dos socialistas.
Em relação à anterior sondagem, os sociais-democratas perdem um ponto percentual, enquanto o PS, ganha 2,3 pontos. O CDS surge como terceira força política, com 11,3% (mais 0,6% do que na anterior sondagem). PSD e CDS juntos não chegam à maioria.
A CDU caiu 0,6 pontos e tem agora 7,8%. O BE também desceu (0,8 pontos), somando 6,9%.
À pergunta “Em quem confia mais?”, 31,3% escolhem José Sócrates, 26,8% escolhem Passos Coelho, enquanto 31,7% dizem que não confiam em nenhum deles.
Questionados sobre se a vinda do FMI e Comissão Europeia podem ajudar Portugal a sair da crise, 59,5% dizem que “sim” e 29,7 dizem que não.
A sondagem para o “Expresso”, SIC e Rádio Renascença pergunta ainda “porque está Portugal à beira da bancarrota”. Respostas: “Já estava”, 62,9%; “Demissão do Governo”, 10,7%; “Chumbo do PEC 4”, 9,9%.
Por fim, a Eurosondagem questiona os portugueses sobre “quem é que deveria liderar as negociais da ajuda externa”. Neste caso, 56,5% dizem que deveria ser o Governo e o Presidente da República, 19,5% afirmam que deveria ser Cavaco Silva e 11,8% entendem que deveria ser o Governo.
Nobre chumbado
Os dados da Eurosondagem revelam também que a candidatura de Fernando Nobre não foi bem vista pelos portugueses – 56,9% consideram que Nobre não devia ter aceitado o convite para ser deputado, contra 24,4% a favor.
Vista a questão pelo lado do PSD, mais de 63% dos entrevistados dizem que Nobre não foi uma boa aposta do partido, contra 21,7% que têm opinião favorável.
Quando é colocada a hipótese de Fernando Nobre vir a ser presidente do Parlamento, 68% discordam.
Ficha técnica
Esta sondagem foi efectuada por telefone, pela Eurosondagem, para a Renascença, "Expresso" e SIC, entre 14 e 19 de Abril, em Portugal Continental, tendo como universo os indivíduos com mais de 18 anos residentes em lares com telefone da rede fixa. Os entrevistados foram distribuídos aleatoriamente no que se refere ao sexo e à idade . A amostra foi estratificada por regiões:
20% na Região Norte,
15% na área Metropolitana do Porto,
26% na área Metropolitana de Lisboa,
29% na Região Centro e 10% na região Sul
Num total de 1025 entrevistas validadas que correspondem a uma taxa de resposta de 79,8%.
A intenção de voto resulta de um exercício meramente matemático em que se considera como abstencionistas os 22,1% que "não sabe" ou não responde.
O erro máximo da amostra é de 3,06% para um grau de probabilidade de 95%.


