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Dirigente do CDS-PP formalizou candidatura à autarquia da capital

Nogueira Pinto recusa admitir coligação com o PSD em Lisboa

21.06.2005 - 21:26 Por Lusa

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A ex-provedora da Santa Casa promete cumprir o mandato para que for eleita, seja ele qual for A ex-provedora da Santa Casa promete cumprir o mandato para que for eleita, seja ele qual for (Tiago Petinga/Lusa)
A candidata do CDS-PP à Câmara Municipal de Lisboa, Maria José Nogueira Pinto, recusou hoje falar sobre a possibilidade de coligações pós-eleitorais com o PSD e garantiu que vai cumprir o mandato para que for eleita na autarquia.

"Encaro esta candidatura com muita seriedade, estou aqui para ganhar, não estou aqui para me coligar", afirmou Nogueira Pinto na apresentação da sua candidatura, esta tarde, em Lisboa.

Para a ex-provedora da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, "não seria sério" pensar em entendimentos com o candidato independente do PSD, Carmona Rodrigues, no momento da apresentação da sua candidatura.

A candidata do CDS-PP garantiu, por outro lado, que irá cumprir o mandato que os lisboetas lhe derem, "qualquer que seja", manifestando desta forma a sua disponibilidade para assumir a condição de vereadora na câmara da capital.

Mais do que apresentar prioridades, Nogueira Pinto disse o que não irá fazer na campanha eleitoral para as autárquicas de Outubro. "Não vou ter treinadores pessoais, não vou deixar que me vendam como um sabonete ou uma margarina, não vou falar do que não sei, não vou subjugar o meu discurso a mediatismos", assegurou.

Numa apresentação em que estiveram presentes figuras fora da esfera do CDS, como o fiscalista Medina Carreira ou a jornalista Maria Antónia Palla, Maria José Nogueira Pinto prometeu divulgar a sua equipa e programa antes de Agosto, mas garantiu que pretende abrir a porta a independentes. "Os independentes não servem para enfeitar, servem para trazer alguma respiração a este trabalho", sublinhou.

Por enquanto, a presidente do Conselho Nacional dos democratas-cristãos recusa dizer qual seria a sua solução para situações como a do Parque Mayer e da Feira Popular, que marcaram a agenda do executivo camarário nos últimos anos. "Não vou para a Câmara Municipal gerir os problemas dos outros, vou devolver Lisboa aos lisboetas e resolver o que tiver de ser resolvido", disse apenas.

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